Taquarense Paulo Wagner lança seu primeiro livro em sarau cultural nesta quinta-feira

Crônicas que remetem a memórias e momentos compartilhados ao longo de uma vida inteira. Assim são os textos que compõe o primeiro livro do taquarense Paulo Antonio Wagner de Oliveira, ou apenas, Paulo Wagner, como é conhecido. Aos 57 anos ele prepara o lançamento de “Crônicas do Sul do Mundo“, uma obra com 134 páginas e que conta com 28 crônicas suas.

Paulo define-se como um homem que acredita na vida, nas pessoas, na civilidade, no respeito às diferenças e na liberdade de criação e pensamento. Nascido no interior de Taquara, cresceu na roça, onde adquiriu seus princípios e valores que norteiam sua existência até os dias atuais. Trabalhou em diversas cidades do RS onde foi vendedor, representante comercial, supervisor e gerente de vendas. Hoje aposentado, soma as atribuições de escritor e cronista ao seu currículo com vasta experiência e envolvimento na área artística, incluindo os últimos sete anos em que atuou como Diretor Geral de Cultura de Taquara.

O lançamento de seu livro de estreia acontece com um Sarau Cultural na próxima quinta-feira, 21, a partir das 19h, na Chocolateria Gramado base Taquara. O objetivo do escritor é promover uma celebração cultural da diversidade com literatura, poesia e música em um encontro de amigos e artistas refletindo a forma com sempre foi sua vida. Após o lançamento, o livro será comercializado pelo valor de R$ 40,00 em livrarias da região, na 67ª Feira do Livro de Porto Alegre no estande da Livraria Isasul e ainda será possível encomendar diretamente com o autor pelo WhatsApp 51 99215.0948.

Confira abaixo entrevista exclusiva com o escritor Paulo Wagner.

Drops do Cotidiano: Como surgiu a ideia de publicar este livro?
Paulo Wagner: A proposta das “Crônicas do Sul do Mundo” é um relicário memorialista das vivências, experiências e experimentações ao longo da minha vida, nos diferentes momentos históricos e suas repercussões em mim e nas pessoas do tempo que se sucederam. Foi um projeto que se deu em dois volumes. O primeiro será lançado este ano e, o segundo, no primeiro semestre do ano de 2022.

D: Sobre o que falam as tuas crônicas publicadas?
P: São histórias pitorescas, saudosistas, sedutoras, irônicas, emocionantes e tristes, que levam o leitor a uma viagem através do tempo nos detalhes, nos lugares, na simbologia, vivendo com intensidade os cenários e os sentimentos das crônicas.

D: O que você espera que o público sinta/pense ao ler teu livro?
P: O objetivo das crônicas é trazer histórias de um tempo esquecido, memórias  da vida e dos acontecimentos que estão guardados na mente e na alma dos leitores. O livro é um convite à vida, às emoções e à liberdade.

D: Como é a tua relação com a literatura? O que mais gostas de ler?
P: Minha relação com a literatura se deu desde o momento que fui alfabetizado no interior de Taquara com livros, gibis e jornais que um tio me trazia de Porto Alegre. Sempre tive muita curiosidade de saber, entender o que acontecia no mundo, isso acelerou-se na minha juventude com os movimentos hippie, o rock, os beatniks e a poesia nativa gaúcha. Uma mistura do campo e da cidade, inspirada na liberdade e na diversidade. Gosto de Erico Veríssimo, Josué Guimarães, Simões Lopes Neto, Darcy Azambuja, Graciliano Ramos, Jorge Amado, Liev Tolstói, Pablo Neruda, Victor Hugo, Gabriel García Márquez, Eduardo Galeano, Laurentino Gomes, Jack Kerouac… A diversidade e os grandes contadores de história me fascinam e inspiram-me.

D: Desde quando você escreve? Como se descobriu um escritor?
P: A escrita sempre fez parte da minha vida. Desde os textos que escrevia no movimento estudantil na resistência a ditadura militar, bem como crônicas e teses sobre os diferentes assuntos, de cunho social, político, sociológico, contos e histórias cotidianas. Mas a tomada do caminho literário se deu durante o ano de 2019 com o enfrentamento de um câncer, da aposentadoria e da pandemia que nos isolou do convívio social, e da relatividade da vida. Minha vida sempre foi de resistência e lutas por amor, liberdade, solidariedade e fé na espécie humana. Vale a pena viver e lutar pela vida.

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