Ah, o tempo…

Em nosso cotidiano, estamos submetidos, a todo o tempo, ao tempo cronológico. A rotina de uma vida “saudável”, ativa e funcional, se organiza nesse tempo: tempo para dormir, para acordar, tempo de trabalhar, estudar, exercitar, se alimentar, dar conta de diferentes atividades, de relaxar, namorar, tempo de diversão… as crianças em seu tempo de brincar, de descobrir o mundo do jeitinho delas, de desfrutarem de uma fase tão importante e marcante, de aprenderem sobre responsabilidades e, também, sobre a lógica do tempo…o tempo está aí para todos!!!

Muitas vezes o dia acaba e tem quem fique com a sensação de que nem viu o ele passar, ou ainda, que não conseguiu dar conta de tudo o que precisava fazer (eu me identifico!). Para quem vive uma rotina corrida, o tempo parece ser curto! Para quem está em um leito de hospital, o tempo parece não passar… para cada um de nós, de acordo com as nossas vivências, sentimos e agimos de formas diferentes frente ao tempo cronológico. Quando se espera um bebê, aqueles meses da gestação, para muitas mulheres parecem eternos. Para muitos pais e mães que tem seus filhos crescidos, que já seguiram em seus caminhos distantes, o “ninho vazio” traz angústias, lembranças, saudades… e o desejo de poder voltar o tempo.

Está aí algo que não conseguimos controlar, por mais que tentemos. Quantas vezes nos deparamos estar vivendo “o melhor momento da vida” e pensamos que o tempo podia parar, não é mesmo? Assim também quando passamos por momentos difíceis, pensamos que podia ser um pesadelo, podíamos acordar e ver que tudo passou…mas isso não é possível, por mais que seja o nosso desejo! Então, diante dessas reflexões, o que podemos pensar sobre o que fazemos com o tempo que temos?

Tempo é vida!!! Cada minuto do nosso tempo é 1 minuto de vida que vivemos ou que perdemos!!! Será que estamos cuidando do nosso tempo com o valor que ele tem?

Algumas vezes me pego observando o lugar que as redes sociais tem tido na vida da gente. Quanto tempo dedicamos às redes e o que isso tem acrescentado à nossa vida ou não. Não é raro encontrar pessoas em grupo, mas como se estivesses sozinhas, “isoladas” em seu mundo virtual. Não falo isso com julgamento, quem sou eu para julgar alguém? Não tenho esse direito, ninguém tem! Mas me preocupo com o tempo que se perde, com a vida que se perde, ao deixarmos de interagir com quem está perto da gente, de dar risadas, conversar, conectar-nos ao outro que está, fisicamente, ao nosso lado. Especialmente aos que dividem o mesmo teto, que são família. Quanto tempo se investe na convivência? Quanta vida é compartilhada sem a “barreira” dos eletrônicos atrapalharem a conexão emocional, física, real?

Vocês já perceberam famílias ao redor da mesa, todos conectados ao virtual? Desde o menor até o mais “velho”, ligados em seus celulares ou tablets. Talvez fosse o único tempo que teriam para almoçar juntos, no corre-corre da semana. Almoços de domingo que poderiam ser um tempo de alimentar o coração e aproveitar (no bom sentido) a presença uns dos outros, mas que se tornam, simplesmente, mais um almoço que, talvez, nem o sabor da comida é sentido, por estarem todos concentrados em outros estímulos. Ando pensativa quanto a isso e coloco o que penso em palavras quando tenho a oportunidade, que aqui é através da escrita.

Não se trata de demonizar as redes sociais, os eletrônicos e toda a tecnologia que temos disponível para diminuir distâncias, aproximar pessoas, nos ajudar a acessar conhecimento, nos dar visibilidade, etc, etc… mas de pensar sobre o uso que estamos fazendo de tudo isso!

  • O uso está tomando tempo além do que deveria? Há outros estímulos além dos virtuais?
  • Você se dá conta do tempo que fica nas redes sociais? Você consegue interagir, também, fora do virtual?
  • Há posts que te perturbam? Seu humor é influenciado pelo que vê nas redes?
  • Como você se sente se ficar off por algum tempo? Você consegue dar unfollow das redes por algumas horas/dias?

Há muitas situações na vida que fogem do nosso controle, assim como o tempo. Mas podemos escolher onde investir o nosso tempo, o que realmente faz sentido para a vida, o que e quem nos importa!

Cuidado com o nosso tempo também é cuidado com a nossa vida!

“…será que é tempo que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo pra perder ?
E quem quer saber?
A vida é tão rara, tão rara…”

(música Paciência, Lenine)

Cuidem-se!

Um abraço carinhoso.

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