Ensinando sobre autoconfiança

Quero te contar hoje uma situação que aconteceu aqui em casa, há algumas semanas, para percebermos como precisamos aproveitar cada oportunidade que nos é dada, para ensinar habilidade de vida às crianças. Nesse caso, sobre autoconfiança e autovalorização.

O Matteo, meu filho de 7 anos, queria muito personalizar a capa do tablet dele. Até aí tudo bem. Mas queria fazer isso com esmalte. Depois de relutar um pouco, acabei deixando ele usar meus esmaltes para pintar a capinha. Ele fez com todo cuidado, usou fita para proteger as partes que não queria pintar e para delimitar os espaços de cada um das cores. No final, gostou do resultado e ficou todo feliz.

No outro dia ele ligou para a dinda dele, já que foi ela quem deu o tablet pra ele, pois queria mostrar pra ela o resultado do trabalho. Como ele já tinha noção que ela iria ralhar com ele, já começou a fala dizendo: “olha que droga que eu fiz com a capa do meu tablet, uma meleca, que porcaria”. E ela concordou com ele.

Como assim, minha gente? Ele tinha gostado tanto de fazer a arte e também do resultado. Por que falou isso? Porque a criança tem necessidade da aprovação do adulto e ele sabia que ela não ia gostar, então já foi denegrindo o próprio trabalho. Você identificou alguma coisa por aí? Quantas vezes realizamos algo e quando vamos apresentar falta confiança e acabamos menosprezando o que fizemos com tanto carinho?

Chamei o Matteo e disse que, se ele havia gostado do próprio trabalho, deveria apresentá-lo com entusiasmo, o mesmo entusiasmo que o levou a fazer a arte. Que nunca deve menosprezar o seu trabalho por achar que as outras pessoas não vão gostar, afinal de contas, não importa a opinião do outro, importa que você sabe que deu seu melhor para realizar e que ficou satisfeito com o resultado.

Expliquei a ele que precisamos nos valorizar. Valorizar nosso empenho, trabalho, tempo dedicado e acreditar em nós mesmos. Acreditar que podemos, que somos capazes e suficientes. Muitas vezes concordamos com a fala das crianças, sem nem perceber o estrago que estamos fazendo na autoestima e na autoconfiança deles. Tenho certeza que a dinda dele não pensou nisso, tanto que, quando conversei com ele, ela mudou de postura também.

Esteja atento a estes momentos preciosos, a essas oportunidades que temos, como pais, de apoiar nossos filhos a não desenvolverem crenças negativas sobre si mesmos. Incentive seu filho, encoraje sempre que for necessário. Porque uma criança incentivada se tornará um adulto que sabe incentivar os outros. E uma criança encorajada será um adulto encorajado, que confia e acredita em si.

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