13 de julho. Dia Mundial do Rock!

Sabe aquelas datas difíceis de esquecer? Tipo, aniversário de pai e mãe, filho, casamento, natal e primeiro esfolão no asfalto? Pois bem, o dia de hoje se enquadra nesse calendário de datas especiais. 13 de julho. Dia mundial do rock. O meu, o seu, o nosso querido, amado e JAMAIS, isso, eu disse JAMAIS, desgastado rock.

Tá, mas e aí, precisa uma data para expressar seu amor ao rock? Acredito que não, né? Porém, precisávamos de uma data para simbolizar, para explanar ao mundo o quão relevante é esse gênero musical em nossas vidas. Até porque, essa data ficou marcada e anotada apenas nos calendários tupiniquins a partir de 13 de julho de 1985. Isso por causa do Live Aid, ocorrido lá nas gringas – Londres e Filadélfia -, evento realizado com o intuito de conscientizar o mundo à situação de fome e pobreza na África, em especial, na Etiópia. Para você ter uma ideia, esse negócio de data é tão relativo que, nos EUA, o dia do Rock é comemorado em 9 de julho –  data da estreia do programa “American bandstand” (09/07/1985), que ajudou a popularizar o gênero pelo país.

Rock Live Aid
O festival de rock Live Aid foi realizado em 13 de julho de 1985

O relevante aqui é que a finalidade das duas datas é a mesma: CELEBRAR.

Afinal, vocês não acham que o rock nasceu apenas em 1985 né?

Imagina! Como definir então o que veio antes disso? Algo como Black Sabbath, Led Zeppelin, Pink Floyd, Ramones, ACDC, Deep Purple, Queen, Rolling Stones, The Beatles.. ufa! É muita coisa boa surgida antes do tão falado ano de 1985 que a gente perde até o fôlego tentando enumerar. 

Então, precisávamos de uma data, não é mesmo? Precisávamos de uma data para mostrar às pessoas que nós gostamos e curtimos todos estes monstros da música. Toda essa energia. Todo o nosso grito. Eis aqui, o nosso 13 de julho.

E, longe de mim querer fazer aquele discurso retrógrado de que o rock é música e os outros gêneros não. Acredito que cada um tem sua história e finalidade e, música é música. E sim, por vezes, podem até se unir. Ou, o que seria daquela linda obra “Whiskey in the jar“, do Metallica, se antes disso, lá em 1950, os The Dubliners – banda Folk irlandesa – não a tivessem apresentado ao mundo? Isso sem contar que a história mostra que essa música foi criada lá por volta de mil setecentos e guaraná com rolha. Ou seja, mais tempo ainda. Pensem, folclore irlandês interpretado por James Hetfield. Além desse exemplo, temos inúmeras contribuições do rock para com os outros gêneros, e vice-versa. Quem nunca aqui saiu pulando pelo parque da Oktober ao escutar “Back in Black” na voz do Brilha Som? Tem disso também.

Rockac-dc-band
Australianos do AC/DC tem música sempre presente até na Oktober

Mas o rock, para nós, é libertação. Afinal, quem nunca se deu ao luxo de amalucar pelos cantos da casa com sua guitarra imaginária, arrasando no solo de “Sweet child o’ mine“, do Gun’s? Ou aquela bateria de vento, que só nós sabíamos o tempo certo de cada passada – e dava certo – em “Rock And Roll“, do Led? E aquela vontade de alcançar o teto da casa pulando com aquele início de “Smell like Teen Spirit“, do Nirvana? Esse sentimento de “EU CONSIGO”, o rock nos dá.

rock - guns
Solo de Sweet Child O’ Mine, do Guns N’ Roses, foi eleito o melhor da história pela revista britânica NME em 2012

Hoje, vivemos em uma sociedade que não marginaliza tanto o amante do rock, mas antigamente a situação era tensa. Ou, como diz um tio meu, “o bagulho era islâmico”. Talvez esse grito de liberdade que o gênero traz é o que gerava um sentimento que feria os valores morais de outras pessoas. Às vezes, clamar por liberdade chega a ser um ato inconstitucional. Claro, também temos que levar em consideração que o rockeiro dos anos 80, 90, hoje é pai e mãe de família, o que facilita a aceitação. 

Já tivemos tempos em que o rock era dominante – ou, pensou-se ser – mas hoje, com o surgimento de outros gêneros (lembro, nesse mundão de Deus, tem espaço para todos), ele passou a não ser tão disseminado. E é para você, para mim, para o próximo amante do rock que está por vir, que esta data está aí, batendo à nossa porta. Para lembrarmos que, para ser rock, não precisa de divulgação em massa, de doutrinação ou qualquer coisa que seja. O rock, para ser rock, precisa estar dentro de você. Não! Não precisa vestir preto. Longe disso. Apenas aceite. A aceitação é um dos fundamentos do rockeiro. Não, não precisa aceitar de tudo (e não infrinja as leis, pelo amor de Deus!). Aceite apenas que você ama o rock e que está feliz com essa data – Mesmo que para nós todos, não precise de data para escutarmos ou nos libertar com o rock. Mas lembre: HOJE É DIA DE ROCK, BEBÊ!!

*** Artigo de autoria de Robson Rocha. Apaixonado por livros, games e rock and roll. 

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