Provas de que o rock sempre se reinventa!

Julho é o mês do rock, mais precisamente dia 13, data reconhecida no Brasil em forma de homenagem ao Live Aid, megaevento que aconteceu nesse dia em 1985. E pra marcar este mês aqui no Drops, quero contar quais são os meus sons clássicos rock e, de barbada, provar que o rock está mais vivo do que nunca nos dias hoje!

Low Key in Love – The Struts

A primeira música que eu lembro ouvir na vida, minha mãe conta que eu tinha quase 2 anos, é Radio Ga Ga, do Queen. Clássica lançada em 1984. Já em 2009 surgia a banda The Struts, do Reino Unido, que é uma boa pedida para quem quer se abrir para novas possibilidades musicais e ver que tem coisa muito legal como a Could Have Been Me, de 2015, por exemplo, ou esse lançamento de abril deste ano, em parceria com a cantora Paris Jackson, nada mais, nada menos, filha do rei do Pop, Michael Jackson.

Memphis Sun – Rival Sons

Ainda pela década de 80, a primeira cantarolada era “De do do do, de da da da”, que anos mais tarde fui saber que tratava da minha banda favorita, The Police.

No estado da Califórnia, mais precisamente na cidade de Long Beach, nasceu a Rival Sons e, com ela, sonoridade ideal para pegar a estrada e viajar, como podemos ver nesse clipe vintage de Memphis Sun, lançado em maio deste ano.

Heat Above – Greta van Fleet

Em 1990 eu me recordo da primeira telenovela, Top Model. E com ela meu primeiro amor da TV, Flávia Alessandra, e também a paixão por dedilhados, riffs e solos de guitarras caracterizados pela “maior de todas”, Stairway To Heaven, do Led Zeppelin, tema musical do “Gaspar”, interpretado pelo Nuno Leal Maia.

Eu sei que os mais mais jovens não fazem ideia do que tô dizendo, mas os mais experientes devem estar emocionados.

Eis que em 2021 surge Greta Van Fleet, banda americana com raízes cravadas em Led Zeppelin, algo marcante que remete a nostalgia, mas que ao mesmo tempo traz algo novo sem uma definição específica. Heat Above é a mais recente da banda, lançada em fevereiro deste ano.

Making A Fire – Foo Fighters

Em novembro de 1993 era gravado o primeiro MTV Acústico com a banda Nirvana, do vocalista Kurt Cobain, que viria a cometer suicídio em 1994.

O álbum póstumo vendeu mais de 5 milhões de cópias e um deles está aqui comigo, “Come As You Are” é a primeira música “depressiva” que escutei e peguei gosto.

Com o fim do Nirvana, o ex-baterista Dave Grohl larga as baquetas e pega suas composições, guitarras e microfone e dá início ao Foo Fighters, lotando shows e mais shows por onde passam.  “Medicine at Midnight” é o trabalho mais recente da banda que mantém acesas as guitarras e os berros de Dave Grohl.

Pra Nunca se Entregar – Jimmy & Rats

Cresci ouvindo de tudo! O bom e velho rock nacional só veio bater mesmo nos meus ouvidos com o Acústico Capital Inicial, lançado em 21 de março de 2000, dia do meu aniversário de 15 anos. Por essa época eu já estava vivendo meu primeiro amor real e a trilha daquela doce paixão era “Eu Vou Estar”. O namoro durou dois anos e meio e foi lindo! Já o CD Acústico Capital Inicial eu tenho até hoje, mas não toca mais.

O que tem tocado nos meus fones de ouvido ultimamente é Jimmy & Rats, com a faixa “Pra Nunca se Entregar”. A letra é uma patada e a sonoridade é aquela mistura maluca de banjo com guitarras aceleradas, batera pegada, flauta e acordeom dentro de um hardcore FDP!

The Runner – FOALS

Das clássicas, sempre detestei “The Wall”, do Pink Floyd, quando adolescente. Sei lá, meus amigos mais velhos gostavam demais e isso me fazia torcer o nariz. Eu precisava de outra música do Pink Floyd, e então conheci “Wish You Were Here”, calma, com violões e melodia suave. Isso me fez querer saber o porquê da adoração por “The Wall” e só a partir disso comecei a compreender a grandeza do Pink Floyd, banda britânica de rock progressivo.

Falando em progressivo, a banda FOALS, da Inglaterra, é daquelas bandas misteriosas que você não consegue definir em uma escutada apenas o seu estilo. Nascida em 2007, em Oxford, a banda, originalmente de rock alternativo, navega por várias vertentes do rock sempre com a voz marcante de seu vocalista, Yannis Philippakis. “The Runer”, de 2019, é minha favorita!

Sangue Latino – Secos e Molhados

Falar em rock é falar em “agitar”, “sacudir”, “balançar”, etc…

E isso vai muito além da música.

Em 1970 surgia a banda Secos e Molhados, liderada por Ney Matogrosso e João Ricardo. As apresentações eram ousadas, acrescidas de figurinos e maquiagens extravagantes. Misturavam danças e canções do folclore com críticas à Ditadura Militar, poesias de Vinicius de Moraes, Fernando Pessoa, Oswald de Andrade com rock pesado, fazendo de suas artes um dos maiores fenômenos musicais do Brasil, aclamados até hoje pela crítica.

Secos e Molhados, Ney Matogrosso, e vários artistas desse país não são novidades, mas deveriam ser rebuscados, não somente por suas obras, mas também por suas posições frete à situações que exigiram resistência em meio ao caos. Liberdade de expressão, liberdade de imprensa, liberdade para viver, ser e se fazer arte.

Ficam aí minhas dicas para o mês do rock! Tem alguma sugestão? Manda!


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