Para que a casa vire lar

Por aqui estamos completando três semanas em casa. Algumas pessoas começaram a quarentena há duas semanas, quando as aulas realmente foram suspensas. Vejo relatos de mães desesperadas, sem saber o que fazer com os filhos, crianças ansiosas pela quantidade de materiais enviados pelas escolas para fazer em casa, marido e esposa acumulando funções, famílias em crise, onde os defeitos ficam destacados, todos preocupados em não dar conta. Uma ansiedade que vem da preocupação de não se ter uma boa perspectiva da saúde, da economia, de como ficará o mundo e a sociedade quando tudo isso passar, porque vai passar!

E se mudarmos um pouco o olhar e passarmos a nos preocupar com o que podemos controlar agora? Aceitar a situação é o primeiro passo, aceitar que não podemos mudar nada lá fora. Está acontecendo e vai seguir acontecendo. E a única coisa que todos nós podemos fazer é ficar em casa. Podemos escolher entre reclamar por precisar ficar trancados em casa ou reaprender a conviver com as pessoas que amamos. Mudar o olhar de confinamento para o olhar de segurança.

Coluna Silvana - 06.04.20

O lar é nosso refúgio seguro. E a atmosfera desse ambiente sim, pode ser controlada por nós. Podemos interferir e mudar o que for necessário, aqui dentro, para que esse tempo precioso seja o mais amoroso possível.

Andávamos em um ritmo acelerado e ouvindo especialistas dizerem que precisávamos ir mais devagar. Andávamos afastados das nossas famílias e ouvindo especialistas dizerem que precisamos dar tempo de qualidade aos nossos filhos. Ficávamos sabendo do dia a dia dos nossos parceiros pelos stories do Instagram e agora estamos dividindo esse dia a dia com eles. Finalmente estamos encontrando o que é essencial para a vida, só é preciso estar atento e perceber.

Essa semana assisti um vídeo em que o entrevistado perguntava que tipo de relacionamentos estamos vivendo, em que entramos em pânico só de pensar que vamos ter que ficar “presos” em casa com os nossos filhos e parceiro. Me marcou profundamente essa fala e eu compreendo. Entende realmente quem pensou isso no início da quarentena. Porque já vínhamos ansiosos e impacientes, e agora nos é pedido calma; já vínhamos com as comunicações abaladas, e agora nos é pedido escuta; já vínhamos ouvindo falar tanto de empatia, e agora é preciso colocá-la em prática.

Coluna Silvana - 06.04.20 (2)

Então, te convido mais uma vez a mudar o olhar, e observar cada pessoa da sua família como seres únicos, especiais, com vontades e necessidades próprias. O que será que cada um precisa para passar esse tempo com mais harmonia? E, principalmente, olhar para você com essa calma, escuta e empatia que um exige do outro. Quais as suas necessidades que precisam ser atendidas? Pergunte-se: o que a vida quer de mim agora? Faça isso sem pensar em tudo que você vê por ai, que diz como e o que fazer. Conversem todos sobre isso, inclua as crianças. O que é realmente essencial, nesse momento, para que a casa vire lar e seja gostoso de estar?

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