Você consegue enxergar o mundo além do seu próprio umbigo?

A cada dia que passa as redes sociais têm se tornando o meio de comunicação que mais recebe a nossa atenção, o nosso tempo e que a gastamos através das nossas postagens, publicações, stories, entre outras palavras neste vocabulário do mundo virtual.

E isso pode estar fazendo com que a gente enxergue além do nosso próprio umbigo, mas de um jeito errado: prejudicando nosso equilíbrio emocional, que se compara, que se julga e aos outros e que cria pensamentos negativos. São coisas que, na realidade, às vezes nem existem, são apenas pensamentos, mas que muitos acreditam ser verdades.

Enxergar o mundo

Semanalmente tenho a oportunidade de me encontrar com um grupo de amigos mais experientes que eu e neste último encontro, debatíamos sobre pessoas adormecidas e acordadas para a vida.

Confesso que na hora fiquei sem entender exatamente o que ele, que para mim é um ser evoluído, sensível pela sua espiritualidade dizia. Mas logo veio a compreensão pela sua explicação e que me fez ACORDAR mais um pouco, relembrando da experiência no último domingo 09 de junho de 2019.

Estava eu e minha família terminando de almoçar no Igrejinha Mix quando uma senhora muito querida ofereceu-se para limpar a nossa mesa.

Nós prontamente agradecemos e eu disse que a gente não costuma e que odeia colocar comida fora e que aquela sobra de um hambúrguer, caso ela não se importasse, poderia dar para alguns cachorros soltos que já tínhamos visto por ali.

Ela disse: “Se tu não te importa, eu vou comer!

Puxa vida, me senti envergonhada e péssima naquele momento, olhei para o meu marido e para os meus filhos sensibilizados e emocionados e pedi desculpas, levantei do banco e dei um abraço bem apertado nela.

Ela começou a chorar dizendo que estava trabalhando para ajudar o marido que têm câncer e a filha de 24 anos que têm um problema na cabeça que não permite que ela saia de casa. Pedi a ela se não se importaria de me dar o endereço para que eu possa ajudá-la, ela me passou dizendo ser no bairro Figueiras.

Saímos dali acordados e emocionados com a certeza de que precisamos agradecer mais, reclamar menos e estender a mão a quem precisa.

Aquela senhora devia ter mais de 60 anos e eu tenho certeza que com a minha emoção e vergonha, acabei não perguntando o nome dela e não lembrando o número da casa que ela me disse.

Então, conto com a sua ajuda, caso você que lê este artigo saiba de quem eu estou falando (ela usava óculos, tinha cabelo curto e um lindo sorriso), possa ajudar a encontrá-la e quem sabe juntos, possamos ajudar esta família.

E proponho também que a gente pense:

  • Será que eu estou acordado(a) ou adormecido(a)?
  • Nos meus pensamentos e palavras, eu agradeço ou reclamo mais?
  • Para solucionar os problemas eu coloco a culpa nos outros ou tento achar a solução no que eu posso fazer?

Cada um têm um tempo para acordar: de enxergar a sua família, o seu vizinho, o amigo, o desconhecido, sair da sua zona de conforto, da sua própria vitimização, de sentir a dor do outro, de se colocar a disposição.

leveza

Pessoas acordadas reconhecem pessoas adormecidas: pessoas presas dentro de si, com o orgulho próprio, de querer ser sempre o melhor, de querer sempre ter a razão, que acreditam que para ganhar, alguém tenha que perder, que as suas necessidades sejam as mais importantes, que o seu sofrimento, seja o mais intenso, afinal o mundo gira em torno do seu próprio umbigo.

Quem já leu meus artigos anteriores, sabe que eu gosto de trazer relatos que acontecem comigo e que despertam nas pessoas ao meu redor, de retornos que eu recebo, das histórias parecidas com as minhas. Faço isso na intenção de ajudar, de pensar fora da caixa, de sermos quem somos, na certeza da melhoria contínua e da compreensão que todos estamos juntos.

O coaching faz a gente se enxergar de fora e compreender o próximo com mais empatia, colocando as responsabilidades e atitudes na gente pelas mudanças que antes, queríamos e esperávamos dos outros.

Por ser um processo intensivo de 10 semanas, no coaching trabalhamos com vários temas de casa e têm uma ferramenta que eu acredito que mexe muito com quem a realiza, que se chama: como os outros me vêem?

O mais incrível é quando entendemos que ao escolher as pessoas para nos descrever, de como elas nos vêem, entendemos que da forma como elas me descrevem, na verdade, ela revela mais sobre quem ela é, do que de quem ele está descrevendo.

Somos, realizamos e entregamos o que temos no nosso ❤️ com as experiências e a maturidade daquilo que já vivemos, com a sensibilidade e empatia de se colocar no lugar do outro, compreendendo e respeitando a sua história, assim nos tornamos gratos e completos do que realmente precisamos e do que realmente importa.

Com amor Muri Coach ❤
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