Talentos da região dão show na Oktoberfest de Igrejinha

Que o Vale do Paranhana é cheio de artistas talentosos não é uma novidade. Que há uma ampla variedade de estilos e propostas em sua arte também já é uma informação conhecida. E cada vez mais espaços que os valorizem e os permitam mostrar o seu talento são necessários. A Oktoberfest de Igrejinha – um dos maiores eventos culturais do Rio Grande do Sul – é um palco importantíssimo, que promove visibilidade e reconhecimento da prata da casa – seja ela natural exatamente de Igrejinha ou de seus arredores.

Em 2019, com a criação do projeto Ginásio Vive e do Oktober Pub, a festa abriu espaço para artistas da região colocando-os em destaque na programação e permitindo-os mostrarem o seu trabalho (relembre aqui e aqui como foram as apresentações). Após os dois anos em que a festa não foi realizada devido a pandemia, em 2022 as duas ações retornam e ganham ainda mais força (confira como foi aqui e aqui). Em 2023, há a consagração, principalmente do Oktober Pub – localizado junto à Vila Germânica e que se manteve com público expressivo em todas as apresentações que ali ocorreram.

“Tocar na Oktober é um sonho realizado”

A declaração é unanime entre todos os artistas que tem a oportunidade de integrar a programação – e vale inclusive para os já consagrados que entendem a importância da festa também. Nas sextas-feiras, o ginásio municipal – ou, simplesmente, o tradicional ginásio da Oktober – recebeu quatro shows, sendo dois no dia 20 e dois no dia 27. Já o Oktober Pub teve apresentações nos sábados e domingos da festa, movimentando o espaço que fica na Vila Germânica – logo à direita da entrada principal do Parque de Eventos Almiro Grings.

O músico Junior Giel conta que seu show teve um misto de nostalgia com uma grande felicidade. “Eu acompanhei meu pai tocando na Oktober quando era criança e hoje era a minha vez. Toquei com meus amigos e no público tinha muita gente conhecida.  Eu estava nervoso, a gente não sabia como seria a recepção ao nosso rock, mas escolhemos músicas e algumas misturas e a galera recebeu super bem, correspondeu. Foi muito massa”, celebra.

A cantora Sara Grings comemora a oportunidade da vitrine e projeta o sucesso para o futuro. “Até ontem eu era uma menina assistindo os artistas e pedindo uma oportunidade. Hoje eu tenho uma data para eu subir em um dos palcos da Oktoberfest e mostrar o meu trabalho. É muito importante esse espaço que a festa dá pra gente, porque hoje somos artistas regionais, mas ali na frente a gente pode alcançar o sucesso nacional. É uma oportunidade para o público conhecer a gente e é ótimo que cada um pode mostrar o seu estilo”, celebra.

Natural de Igrejinha, Jana Eberthe, do duo com Ale Marks, relembra que tem história com a festa como espectadora, voluntária e tocando em banda de baile e que, subir no palco da festa, é uma emoção enorme. “Ter o meu nome na programação e tocando rock and roll é a realização de um sonho, é muito emocionante. O público veio pra festa e aceitou nossa proposta. Vi muita gente conhecida que nos acompanha, mas também tinha gente diferente, o que nos permite ampliar o público e se tornar mais conhecidos. Essa festa é multicultural e é muito gratificante estar aqui”, declara emocionada.

Os sertanejos Tiago Boss e Rafael consideram uma honra integrar a programação da festa. “A gente está muito feliz. A Oktoberfest é uma das maiores festas e pra gente que vem todo ano frequentar, poder tocar é uma grande realização. Todos os artistas, de todos os estilos, puderam escolher seus repertórios e a gente preparou um show com muita moda boa, com a essência do sertanejo, que é a nossa base, com sertanejo mais atual, gaúcha, bailão, uma mistura muito boa para animar o público.

Projeto consolidado

Para o coordenador da comissão de bandas, Sérgio dos Reis Junior, o projeto é um sucesso, com boa aceitação por parte dos artistas, uma vez que eles querem retornar no ano seguinte e também há outros buscando oportunidade de integrarem o line-up, como também do público, que prestigia e tem uma oportunidade de aproveitar estilos alternativos na festa. “A qualidade dos shows foi excelente. Tem variedade de estilos musicais, mostrando muito talento”, celebra. Ele considera que, especialmente o Oktober Pub, foi um grande acerto. “Tem muita gente circulando por ali, o público circula bem, variando bem conforme os estilos. Mostra a qualidade do que o pessoal faz de música na região”.

Ele pontua que os artistas que se apresentam ali são voluntários e eles se engajam na festa, pra mostrar seu trabalho e conquistar público e reconhecimento. “A gente sabe que não é o ideal, mas tem sido muito positivo. A organização está muito satisfeita. As bandas são um espetáculo. Todos os shows foram muito bons, de muita qualidade e competência dos artistas. A gente se emociona! Os músicos estão contentes e querem seguir fazendo parte para o próximo ano, vem surgindo outros que querem. Só tende a crescer!”, projeta.

O Oktober Pub da 34ª Oktoberfest de Igrejinha recebeu shows de Cristian Dutra, Júnior Giehl, Jotabê Moraes, Naye, Patos de Barba, João Dias, Isaac & Mirim, Jana Eberthe e Ale Marks, Sara Grings, Arrasta pra Cima, Grupo SNP, Getúlio, Os Guri & Casal das Domingueiras, Ruan Victor, Tiago Boss & Rafael, Giácomo Velásques, Mazah Rock e Moogee.

*Fotos: Paty Amaral

Deixe um comentário