Ginásio Vive: A aposta que virou afirmação na Oktoberfest comemora sucesso

De todos para todos”. O segundo final de semana de Ginásio Vive, na 32ª Oktoberfest de Igrejinha não poderia ter deixado outra mensagem que não essa. A diversidade de estilos marcou o local e mostrou que sim, pagodeiros, sertanejos, rockeiros e a turma do reggae, são mais que amigos, são irmãos. O sucesso comemorado pela organização da festa – em especial, o coordenador da comissão de bandas, Sérgio dos Reis Junior – mostra que o projeto foi bem executado e, mais do que isso, aceito pelo público em geral. O Ginásio Vive teve uma repercussão tão grande que, segundo Sérgio, “pessoas perguntavam se teria o projeto no domingo também” – nesta primeira edição as apresentações aconteceram nos dois sábados da festa (relembre como foi o primeiro final de semana) .

Instinto Natural, Ruan Victor & Thiago, Tererê+Naye e Mazah Rock Band foram os encarregados da festa no ginásio e deram conta do recado. Em um mesmo espaço, representantes do pagode, sertanejo, pop/reggae e do rock deram, no sentido mais literal, um verdadeiro show e mostraram que seja na Oktoberfest de Igrejinha, seja no mundo, há espaço e união entre todos.

A valorização também esteve em pauta neste segundo final de semana. Roger Souza, integrante da Instinto Natural, destaca que além deste sentimento, subir ao palco de uma das maiores festas do Brasil era a “realização de um sonho”. Guitarrista das bandas de Giacomo Velasques, Cappuccino Rock e Mazah Rock Band, Fabrício Kirsch, o Xicoh, salientou que “músicos da região sempre quiseram tocar na festa e essa valorização dada pela organização torna-se mais gratificante ainda”. A dupla Ruan Victor & Thiago agradece por poder representar a música sertaneja no projeto, já que “tem tanta gente boa por aí e a organização nos chamou”. Gian Sohne, fundador da Tererê, caminha também pelo viés da valorização e acrescenta que “quando há algo diferente e que funciona, devemos elogiar, por isso, é válido um grande agradecimento pela oportunidade da organização em acreditar no trabalho das bandas locais. Aqui na região tem muita gente boa e que leva a música muito a sério”.

Assim como no primeiro final de semana, o sentimento de nostalgia pegava de surpresa pessoas que viveram o tempo das antigas do ginásio do Parque de Eventos Almiro Grings. Marcelo Marques, vocalista e um dos fundadores da Mazah Rock Band, lembra que “vinha aos domingos na Oktober assistir bandas como Clarins de Prata e os Montanari, que tocavam no ginásio”. Os pais da dupla Ruan Victor & Thiago também lembraram do ginásio, descrevendo memórias do tempo em que ele era o coração da festa. Xicoh disse que “quando tinha 13, 14 anos, ia no ginásio assistir aos shows”, mas entende que “o Parque cresceu muito e era preciso um lugar maior para atender a demanda da festa”.

A noite foi especial, mostrando que talentos não faltam pela região, deixando um gostinho de “quero mais”!

Os Shows

Instinto Natural foto

Instinto Natural – Formada em Igrejinha por Eder Bernardes (Cavaco e Voz) e Roger Souza (Tantan e Surdo), o grupo animou o ginásio logo de cara. Fernando Ramon (Percussão e Voz) salienta que “tocar de tudo foi o que nos trouxe até o palco da Oktoberfest”, e eles não deixaram por menos. Fizeram o público dançar do início ao fim, trazendo músicas consagradas no setlist. Com sucessos desde a década de noventa, como Raça Negra, até as mais recentes, o grupo mostrou que na Oktoberfest também pode tocar, e muito bem,  o samba e o pagode. Não a toa, Eder Bernardes já abriu um show de Xande de Pilares – um dos maiores nomes do samba da atualidade.

ruan victor e tiago foto

Ruan Victor & Thiago – Se alguém chegasse para estes dois meninos taquarenses, de 19 e 20 anos, e dissesse que cinco anos após o surgimento da dupla eles tocariam no palco da Oktoberfest de Igrejinha, poderiam ser considerados loucos. Mas não estavam! Eles subiram ao palco do Ginásio Vive e mostraram que sabem como empolgar o público. A amizade e afinidade musical criada dos tempos em que tocavam na igreja pode ser comprovada com um show bem elaborado, que mesclou sucessos do sertanejo raiz com o contemporâneo. Esbanjando talento, carisma e profissionalismo, eles mostraram que fazer boa música vai além de idade!

Tererê-

Tererê+Naye – Essa foi a terceira atração a subir ao palco. De origem no pop/reggae, os músicos mostraram que sabem muito bem dar espetáculo transitando em outros estilos. Com um setlist que buscou encontrar músicas que não estariam no repertório das outras bandas da noite, a Tererê+Naye trouxe sucessos nacionais e internacionais ao palco, contagiando o público que pulou junto a cada hit executado. A versatilidade e maturidade da banda foram postas em prática ao executarem a música Believer (Imagine Dragons), onde deram um show de sincronismo e técnica – um dos pontos altos do show!

mazah

Mazah Rock Band – A Mazah teve a missão de fazer o último show da noite e do projeto – neste ano. Com um setlist voltado única e exclusivamente ao rock, a banda focou bastante nos “clássicos do rock gaúcho que a galera gosta de cantar”, conta Marcelo Marques. Ainda assim, a banda explorou o rock nacional e internacional. O público foi junto e, a cada sucesso tocado, fazia coro. Entende-se o porquê de a banda tocar com nomes consagrados como Alemão Ronaldo, Mano Changes, Carlinhos Carneiro, dentre outros, pelo estado afora. Se a missão era encerrar os shows do projeto em grande estilo, a Mazah concluiu com êxito.

Foi sucesso!

Era unânime o sentimento de felicidade dos envolvidos no projeto. O sucesso da iniciativa, dos shows e do público foi confirmado por todos. Ousada e inovadora, “quando a ideia foi proposta, não se tinha uma meta a ser cumprida. Era, de fato, um desafio”, lembra Sérgio. Após ser abraçada pelos artistas, conscientes do desafio assumido, tomou corpo e tornou-se realidade. “Uma atitude destas é muito arriscada, mas a união da equipe organizadora e dos músicos foi maravilhosa”, pontua Gian. Ele também registra que é um “orgulho estar tocando em casa. Tocar dentro de uma festa onde a gente cresce trabalhando como voluntário é sensacional”. Entre os músicos, há um consenso de que pisar no palco onde tantos artistas consagrados e inspirações já tocaram é motivador. E, claro, já planejam o futuro. “Sei que nos próximos anos isso vai se fortalecer ainda mais, foi apenas o primeiro passo e podemos dizer que o Ginásio Vive”, celebra Xicoh.

Para a Oktoberfest 2020, ainda não se tem uma confirmação de como será o projeto. “Não tem nada definido para o ano que vem. A probabilidade é para que sim, já que Tiago Petry e Marcelo Kunst (presidente e vice da próxima edição da festa) aprovam a ideia”, conta Sérgio. O projeto reviveu o Ginásio para os mais antigos e apresentou-o para os mais novos. No Drops, a torcida é para que ele siga firme e forte. Com isso, mais talentos vão subir ao palco e, claro, também marcar presença por aqui!

* Fotos: Divulgação Texto: Robson Rocha

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