Texto de escritor de Igrejinha é um dos 10 melhores em concurso literário internacional

O escritor Doralino Souza conquistou mais um importante reconhecimento profissional. Ele foi anunciado na última sexta-feira, 12, como um dos dez finalistas do Prêmio Literário Literatura Mínima, concurso que procura publicar os cem melhores microcontos escritos com até cem palavras, promovido pelo canal Café do Escritor, pelo Grupo das Nove Moedas, pelo Clube de Criação Literária e pelo projeto Literatura Mínima.

Nesta edição, foram inscritos 327 textos de seis países – incluindo Portugal, Angola e Moçambique.  Desses foram selecionados cem textos, que irão compor uma antologia a ser lançada pela editora Entrecapas. Em live transmitida pelo Youtube, o editor Sandro Bier anunciou os autores dos dez textos melhor qualificados. As colocações dos dez vencedores serão informadas em cerimônia de premiação a ser agendada, ocasião em que também serão apresentados todos os autores incluídos na antologia. Os dez primeiros colocados, além de participarem da antologia, receberão prêmios diversos oferecidos pelo Clube de Criação Literária.

O autor premiado, Doralino Souza, destaca a importância do concurso pela sua comissão julgadora altamente qualificada, o que referenda os textos e evidencia o trabalho dos autores, além claro, da lisura dos organizadores. “O microconto, como está sendo chamado, exige muita técnica e estilo dos escritores, pois é preciso capacidade de síntese e lapidação textual, eliminando excessos e buscando escolhas de palavras que permitam dizer mais com menos, ou seja, é preciso todos os elementos do conto, de modo sucinto, com no máximo cem palavras, e ainda causar impacto no final” explica. 

O que é microliteratura ou microconto?

O escritor Doralino Souza explica que a chamada microliteratura ou microconto, como preferem alguns, já existe há muito tempo. Inicialmente era usada como desafio ou forma experimental, inclusive por escritores famosos, como Ernest Hemingway, Franz Kafka e Augusto Monterroso – este inclusive é autor do mais famoso microconto do mundo, “O dinossauro”, que tem menos de cinquenta palavras. Com o avanço da tecnologia e o advento da internet, o texto curto caiu no gosto do público, que o consome cada vez mais, principalmente nas redes sociais. Isso chamou a atenção do mercado editorial e vários autores têm publicado obras de literatura mínima. “Ainda não existe muito trabalho teórico sobre esse fenômeno e mesmo o número exato de palavras para ser considerado microconto ainda não é consenso, mas gira em torno de cem, cento e cinquenta ou até trezentas palavras. Contudo, é essencial que o texto tenha uma história, que apresente um forte subtexto que dê conta da narrativa ou corre o risco de não ser um microconto e pender para a poesia ou slogan publicitário”, opina.

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