Boa sorte, Brasil!

Quem ama esportes, obviamente não pode deixar de assistir aos Jogos Olímpicos. Nem todas as categorias me interessam, mas todas me empolgam, de alguma maneira, pelo esforço, dedicação e pelos incansáveis treinos que levam os atletas a competir em busca de uma medalha, neste que é o grande sonho de todos os competidores.

Os transtornos causados pela pandemia não tiraram o brilho das provas que, mesmo sem público, chegam até nós, de um jeito ou de outro. E com novidades e avanços históricos, como a grande presença feminina, que já chega a quase 50%, e as novas modalidades deste evento em Tóquio, como o Skate e o Surf, onde os brasileiros se destacaram exemplarmente.

Como corredora de rua amadora, participei de dezenas de provas ao longo de 10 anos e sigo treinando, momentaneamente sem competições presenciais, mas tentando retomar em breve o ritmo para poder correr mundo afora e, quem sabe, garantir mais alguns pódios e medalhas, ou simplesmente participar.

Longe, bem longe de me comparar a algum atleta profissional, eis o grande segredo destes heróis olímpicos: dar o melhor na sua modalidade, na sua categoria e vencer, claro. Ninguém compete para perder. Todo o esforço é para completar a prova e levar uma medalha, mesmo que isso não ocorra.

A emoção toma conta de quem sabe quanto tempo leva para desenvolver uma performance olímpica. O choro dos campeões é a mais sincera demonstração desta conquista. Eu choro sempre com os vencedores e com os perdedores, também, porque todos são grandes exemplos de superação para nós, humanos. O corpo é capaz de fazer coisas incríveis no esporte, juntamente com o domínio da mente, fundamentais para atingir qualquer meta.

Hoje, em especial, quero destacar o brilho da jovem brasileira Rayssa Leal, Medalha de Prata no Skate, e do Ítalo Ferreira, que conquistou a primeira Medalha de Ouro no Surf. Duas modalidades que chegam aos jogos olímpicos para inovar e apostar nas mudanças que ainda virão.

O esporte eleva a nossa bandeira ao pódio e nos une e iguala a todas as grandes Nações do mundo. E isso, felizmente, não tem a ver com a politicagem que rola solta por aí. Tem a ver com o orgulho que é ver nosso país no topo, ao menos nos jogos olímpicos, onde os resultados são fruto do esforço de cada atleta e de suas equipes.

Ítalo Ferreira e Rayssa Leal conquistaram ouro e prata, respectivamente, nos jogos olímpicos de Tóquio 2020

Talvez, um dia, possamos aplicar estes conhecimentos e toda essa garra e gana de vitória em outras esferas da vida pública, porque vencedores todos nós brasileiros já somos, de alguma maneira, na torcida por um pódio que nos eleve como cidadãos. Ao esporte, só resta a minha eterna gratidão por tantos ensinamentos!

Boa sorte, Brasil!

*Fotos: Ítalo Ferreira – divulgação COB (Jonne Roriz) / Laryssa Leal – divulgação COB (Wander Roberto)

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