Inclusão, amor e tradição marcam o projeto ‘Sentinelas de Coração’

Entre os inúmeros projetos culturais promovidos pelo CTG Sentinela da Tradição, um deles ganha destaque e admiradores. Criado com o objetivo de proporcionar a integração da comunidade, principalmente das pessoas com necessidades especiais, junto às atividades da entidade, o ‘Sentinelas de Coração‘ é sinônimo de bons sentimentos e sorrisos. Através de uma parceria entre o CTG e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Igrejinha, um grupo tradicionalista é formado por alunos atendidos pela Escola de Educação Especial e esbanja talento e disposição. Conforme os organizadores, a integração acontece através da realização de atividades de inclusão e da reestruturação que está promovendo a acessibilidade.

Antes da pandemia, com encontros frequentes, a dança e a cultura gaúcha vinham estimulando os alunos em seu desenvolvimento em diversas frentes. No currículo, o grupo já conta com apresentações em eventos estaduais, incluindo o lançamento da Semana Farroupilha, em Porto Alegre. Integram o projeto 14 dançarinos com síndromes variadas que, com alegria e dedicação, aprendem a cultura gaúcha e a apresentam com o maior estilo e competência.

Inclusão com amor e alegria

A Diretora Cultural do CTG, Fátima Rejane da Luz, conta que o projeto era um sonho antigo e que, em 2018, começou a se tornar realidade. O grupo foi iniciado pela 1ª prenda adulta da entidade tradicionalista, Jéssica Grisa, com aulas de polonese gaúcha e vanera. Atualmente é comandado por Fátima, juntamente com a Patroa do Sentinela, Márcia Goreti da Silva, sendo esta a responsável pelos ensaios.

Em 2018, o Natal Gaudério comemorado na Apae contou com uma emocionante apresentação do grupo. O Conto João Cardoso, a dança da chula e a Lenda João de Barro marcaram o momento. Em 2019, na Feira do Livro de Igrejinha, aconteceu a estreia oficial do grupo, já com pilcha de peão e prendas conquistadas com apoio do Lions Clube de Igrejinha e do Rotary Club de Igrejinha.

Nos ensaios, danças de salão e tradicionais como vanera, valsa, chamamé e no ritmo tradicionalista pezinho, caranguejo e maçanico eram ensinadas.  A partir daí, vieram as apresentações em eventos diversos. “Para realizarmos este trabalho de apresentações temos pessoas para acompanhá-los nas danças, porém eles têm autonomia para se apresentarem quando solicitados. Agora, após a pandemia deveremos iniciar relembrando tudo”, explica Fátima.

Ela destaca que um dos momentos mais significativos para o grupo aconteceu na abertura do Acampamento Farroupilha. Na ocasião, o peão Gabriel, que além de dançarino é laçador, foi convidado a dar o primeiro tiro de laço do acampamento. “A partir deste ato, foi criada uma modalidade especial nos eventos do MTG, como a Festa Campeira do Rio Grande do Sul, com uma proposta que atenda laçadores portadores de necessidades especiais”, conta feliz pela conquista.

Fátima considera que, para o CTG, é muito importante plantar essa semente, abrir novos horizontes, ter conhecimento de limites do próximo e promover a igualdade através da inclusão. “Para nós, ver os alunos interagindo, cantando, contando, sorrindo e seguindo nossas orientações, claro que sempre dentro dos seus limites, é muito bom. Este projeto nos abriu muitas portas, nos proporciona troca de ideias, novos conhecimentos, novas perspectivas de amplitude de conhecimentos”, declara.

O CTG

O CTG Sentinela da Tradição é um dos mais atuantes da região, com presença em diversas frentes na promoção e divulgação da cultura gaúcha. Antes da pandemia o CTG era formando pelos grupos de danças tradicionais, Pré-Mirim, Mirim, Juvenil, Adulto e os Sentinelas de Coração, além do grupo de danças Biriva, “grupo do facão”, campeiro, esporte, departamento Jovem, Prendado e Patronagem. A sua sede fica junto a Casa de Pedra, prédio histórico do município, onde costumavam realizar diversos tipos de eventos de promoção cultural, esportiva e social.

Esta reportagem integra a série “Arte Igrejinhense na Vitrine”, que tem como objetivo final a produção de um e-book. A produção cultural foi contemplada pela Lei Aldir Blanc em Igrejinha.

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