Orquestra de Câmara Paranhana: democratização da música é missão do projeto

A música é capaz de despertar os mais variados sentimentos. Quando tocada por uma orquestra, oferece uma experiência ainda mais envolvente e vibrante. E aquilo que muitos viam apenas pela televisão ou nas divulgações de eventos em grandes centros e espaços culturais passou a ser uma realidade mais presente na região. Criada em 2017, a Orquestra de Câmara Paranhana busca potencializar a parte cultural musical. De um lado, quer ser um espaço de referência para que músicos possam mostrar o seu trabalho. De outro, oportuniza o acesso às pessoas de assistirem a concertos e recitais.

Para o violinista e maestro João Antônio Borba, que idealizou e comanda o projeto, a ideia é apresentar a música de orquestra ao maior número de pessoas. Nessa missão de tornar a orquestra acessível à comunidade, apresentando instrumentos e compositores, ele poetiza ao dizer que o projeto é como uma ponte da música com as pessoas. “A música de orquestra é presente em filmes de Hollywood. Desenhos como Tom e Jerry tem música de orquestra. E as pessoas nem se dão conta. Queremos que elas percebam que esta arte é sim algo do cotidiano”, explica. Como maestro, ele tenta diminuir a barreira e trazer a orquestra ao dia a dia, apresentando-a como parte integrante da rotina das pessoas. “É possível tocar todos os estilos musicais com base em orquestra. Assim como o vinho, tem pessoas que vão gostar e outras que não vão gostar”, explica.

Reconhecimento que vem se consolidando

O projeto começou a ser idealizado em 2015, a partir da percepção que a região não tem muito acesso a grupos de câmara, com pesquisas de viabilidade e interesse. Participam do grupo instrumentistas de violino, viola de arco, violoncelo e contrabaixo acústico – instrumentos de corda friccionadas. Todos já tocam, estudaram e estudam música. Alguns, inclusive, com faculdade de música. Não há idade mínima e nem limite de idade para integrar a orquestra. Para os concertos, fazem parte de 10 a 20 artistas, entre instrumentistas, solistas e o maestro. “Cada apresentação é única e preciosa. São oportunidades que nós temos de conseguir mostrar um trabalho e fazer a diferença”, conta o maestro que deseja sempre tornar as apresentações especiais a quem assiste.

A estreia da Orquestra Paranhana aconteceu em um concerto na Sociedade União de Cantores de Igrejinha (SUCI), em dezembro de 2017. Depois disso, foram realizadas apresentações no Cimol e no Centro de Eventos da Faccat (ambos em Taquara), e no Centro de Cultura e na Rua Coberta de Três Coroas. Os integrantes do grupo também participaram da gravação da versão atualizada do hino de Igrejinha.

Múltiplas possibilidades que promovem o encantamento

Democratizar o acesso das pessoas a uma orquestra é possível com a escolha de um repertório arrojado, moderno e que envolva o público. “Sempre incluímos músicas mais populares, regionais, trilhas de filmes. São as músicas com as quais mais pessoas se identificam e elas apreciam essa versão clássica”, pontua. Por outro lado, é possível mostrar que algumas das canções mais conhecidas do mundo têm origem na música clássica, como a “Serenata de Mozart“, que toca no mundo todo.

Para o maestro, ter uma orquestra na região é algo muito valioso. “Quando se fala que ‘tem uma orquestra na minha região’ é algo que eleva o Paranhana. Eu vejo e reconheço na fala de outras pessoas, não só músicos, que ter uma orquestra representa a cultura e o avanço dela em uma sociedade”, celebra o resultado.

Assista a canção “Con Te Partiro” em concerto da Orquestra de Câmara Paranhana.

Encontro marcado

Quem quiser conhecer o trabalho da Orquestra de Câmara Paranhana já pode se preparar. O grupo tem um concerto pré-agendado em Igrejinha para o dia 28 de fevereiro (domingo), em formato drive-in, com integração com outros grupos e participação de solistas. “Vai ser bem legal, inovadora e diferente. Tenho certeza que o público vai gostar”, convida o maestro.

Esta reportagem integra a série “Arte Igrejinhense na Vitrine”, que tem como objetivo final a produção de um e-book. A produção cultural foi contemplada pela Lei Aldir Blanc em Igrejinha.

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