“Sapecada do Milho Verde” entrará para o calendário de eventos de Taquara em um resgate à cultura do tropeirismo

O fogo vivo na fogueira assa lentamente as espigas sobre a grade. Vez ou outra, alguém vira uma a uma. Assim como se cuidassem de um bom churrasco, um grupo de apaixonados pela cultura tradicionalista deu início, na última quinta-feira, 21, em Açoita Cavalo, interior de Taquara, à primeira Sapecada do Milho Verde. A atividade resgata a história gastronômica do tropeirismo e entrará para o calendário de eventos do município.

Anfitrião da sapecada, Marco Aurélio Angeli (Zoreia) é um entusiasta da cultura tropeira. Ele lembrou que a história da humanidade está envolta no cultivo e produção de alimentos a partir do milho. A linha de pensamento foi reforçada pelo vice-prefeito Nelson Martins. “Temos várias propriedades em nosso interior que cultivam o milho. Podemos pensar em futuramente levar essa sapecada para a Rua Coberta (área central da cidade)”, destacou.

Para a prefeita de Taquara, Sirlei Silveira, é o reconhecimento da história local, de hábitos que foram perdidos e que, resgatados, contribuem para manter viva a tradição passada há gerações de moradores do campo. Em 2015, quando era vereadora, Sirlei apresentou proposição na Câmara para que os alunos das escolas municipais tivessem acesso, através de Lei Municipal, a uma cadeira sobre o Tropeirismo no Brasil.

A iniciativa irá passar a integrar o calendário de eventos municipais.

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