Tiago Boss e Rafael: dupla sertaneja de Igrejinha desponta no cenário nacional com composições próprias

Às vésperas de completar três anos de estrada, a dupla Tiago Boss e Rafael celebra a parceria e os resultados que vem obtendo. Com um repertório que vai dos clássicos do sertanejo às músicas da atualidade, passando por composições autorais, eles são figuras já conhecidas em casas de shows e bares da região. Formada por Rafael Thiesen, 23 anos, primeira voz e violão base, e Tiago Ludwig, 21 anos, segunda voz e violão solo, a dupla vem se consolidando na cena sertaneja e conquistando espaço inclusive fora do Estado.

Foi quase ao acaso que os dois se conhecerem. Na época, Tiago estava tocando sozinho em uma pizzaria. Quase um ano depois, Rafael o chamou no Facebook para trocarem ideias e tocarem umas músicas juntos. “Acho que no outro dia ele veio até a minha casa e após tocarmos umas quatro ou cinco modas juntos a gente já resolveu fechar a dupla e estamos até hoje”, relembra Tiago.

Por se tratar de uma dupla, dizer que os dois se complementam poderia ser piegas. Mas o fato é que o conjunto da obra conquista pela clareza e serenidade nas vozes, em melodias e arranjos em sintonia nas canções que falam com verdade e personalidade. Além da música que os uniu, que é mais que um trabalho, uma paixão, os dois são típicos jovens de 20 e poucos anos. Tiago se define como o mais quieto da dupla. Ele gosta de jogar futebol e vídeo game. Já Rafael curte ir a festas, sair para comer ou tomar chopp com os amigos, jogar vídeo game e praticar musculação. O que mais faz parte dos dias de ambos é, sem dúvidas, a música, que fica com eles praticamente o dia todo, seja ouvindo, compondo ou tocando.

Dupla sertaneja de Igrejinha vem conquistando espaço no cenário nacional

Referências artísticas tem um ídolo em comum

Tiago conta que é bem eclético e escuta de tudo: sertanejo, rock, mpb, pagode, mas suas principais referências sempre foram Victor e Léo, que estouravam na época em que ele começou a tocar (2007, 2008). Também tem Luan Santana e Zezé di Camargo & Luciano como seus ídolos. Com a música muito presente em sua vida, canta desde os quatro anos e começou as aulas de violão aos oito. “Meu sonho sempre foi trabalhar com isso. Agora, vivendo da música, fazendo o que a gente gosta, com certeza sei que fiz as melhores escolhas!”, conta. Seu parceiro, Rafael, escuta basicamente música sertaneja. Um de seus primeiros ídolos foi Luan Santana. Seu pai ganhou um DVD que ele começou a ouvir e, a partir disto, foi o que despertou a vontade de ser cantor. Além deste, suas principais influências são Henrique e Juliano, Zé Netto e Cristiano e Hugo e Guilherme, do atual sertanejo, além de Bruno e Marrone, Leandro e Leonardo e João Paulo e Daniel dos clássicos do estilo.

O trabalho autoral e a busca por reconhecimento nacional

A dupla tem quatro músicas autorais (“Se a Casa For a Dela” – clipe abaixo –, “Nunca Mais”, “Me Perdoe” e “Abaixe o Som do Carro“) disponíveis nas plataformas digitais (YouTube, Spotify, Deezer) e que tocam nas rádios do estado. Mais uma canção já está sendo preparada para lançamento em fevereiro. As composições são de Tiago, que escreve as letras e organiza as melodias e, junto do parceiro de dupla, fazem as correções, arranjos e mudam o que for preciso. “Eu sempre gostei de compor! A parte da inspiração é importante. A música “Nunca Mais” escrevi de madrugada e até liguei para o Rafael na hora (risos). Mas se a gente colocar como meta escrever música na semana, alguma coisa sai, com ou sem inspiração”, comenta aos risos.

Os igrejinhenses miram alto e buscam alcançar o sucesso nacional. Atualmente, já conseguem viver da música e possuem investidor e empresário. Além de diversos shows no Vale do Paranhana e Sinos, já tocaram em outros lugares do RS. Em outubro de 2020 a dupla viajou a Goiânia, onde tocaram no palco do Alabama, um dos principais bares do estilo no país. No berço do sertanejo no Brasil a dupla tocou com os amigos Ivan e Alexandre em um intercâmbio musical muito promissor.


Esta reportagem integra a série “Arte Igrejinhense na Vitrine”, que tem como objetivo final a produção de um e-book. A produção cultural foi contemplada pela Lei Aldir Blanc em Igrejinha.

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