Em Igrejinha, espetáculo de dança em formato drive-in valorizou a arte com apresentações de talentos locais

Em um ano onde a maioria das ações culturais precisou se reinventar, o formato drive-in (assistindo de dentro do carro) proporcionou vivências diversificadas. Além de cinema e shows, a dança também entrou em pauta através do festival “Ontem, Hoje e Amanhã”, promovido pela professora e bailarina Nicole Dörr em parceria com a diretoria da Escola de Dança Suplés. Envolvendo certa de 70 alunos, foram realizadas 24 releituras de coreografias, apresentadas em um telão ao público que conferiu o evento realizado no estacionamento do Centro Administrativo de Igrejinha no último dia 15 de dezembro.

O festival foi idealizado com o intuito de relembrar concepções coreográficas de mais sucesso da escola ao longo de seus 25 anos. Anualmente, a Escola de dança Suplés promove um festival de dança e apresenta-o em teatros da região, mas esse ano teve sua edição inédita em formato drive-in. Esta foi a forma encontrada para que o tradicional evento não deixasse de acontecer. Acompanhando as orientações do Ministério da Saúde ao enfrentamento a Covid-19, a atividade não foi aberta ao público geral. Os ingressos foram distribuídos aos alunos da escola e 90 veículos se fizeram presentes no evento.

Nicole conta que o tradicional evento de apresentação dos alunos é um momento muito importante no desenvolvimento do trabalho ao longo do ano. “A ansiedade da apresentação tomou conta das nossas aulas, não poderíamos decepcionar aqueles que nos apoiaram em um ano tão turbulento. Nesse sentido, discutimos formas possíveis de promover nosso espetáculo. Durante as reuniões, debatemos também sobre a devolutiva dos alunos quantos as aulas de dança e a importância da arte na vida de nossos colaboradores, em especial neste período de isolamento social”, conta.

Para os alunos, este momento é muito aguardado e eles reconhecem a arte como um dos estímulos neste ano de pandemia. “Apesar de 2020 ter sido um ano atípico para todos, a dança nos proporcionou momentos em que pudemos esquecer o que acontecia no mundo e focar em nós mesmas. Como todo final de ano, queríamos fazer nosso espetáculo, foi quando surgiu a ideia do Cine Drive-In, resgatando memórias do passado, tanto pelo modo como faríamos, quanto também pelas coreografias já dançadas antes. Todo nosso esforço foi reconhecido naquele momento, além de trazer a sensação de algo ‘normal’, que conforta e traz esperança de que um dia estaremos no palco novamente”, declara a aluna Ayumi Sato de Carvalhaes, 18 anos, bailarina na escola há três anos.

A gravação das coreografias aconteceu nos dias 28 e 29 de novembro, em diferentes locais da região, escolhidos de acordo com o tema norteador de cada concepção coreográfica.

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