Lições de humanidade

A punição para quem for denunciado por maus-tratos aos animais de estimação deve ser mais severa. Ao menos é o que determina projeto de lei aprovado pelo Senado, mas que ainda depende de sanção presidencial. A pena é de cinco anos de prisão para quem for denunciado ou flagrado em atos que atentem contra a vida de cães e gatos, seres já considerados sencientes pela lei, ou seja, eles têm, sim, sentimentos e emoções.

Ainda assim, é grave e constante o número de animais mau-tratados e abandonados por seus “donos” diariamente em todo o país. Situação dramática para quem acolhe e testemunha cenas chocantes contra seres totalmente indefesos, incapazes de sobreviver por conta própria, como as crianças. Você pode até argumentar, mas eu quero, neste caso, falar e defender cães e gatos, além de outros animais que têm o direito à vida, como todos os seres deste planeta.

Não sou uma ativista radical, mas sou defensora e protetora de qualquer animal. Não mato nem mosquito por princípio e valores que eu tenho comigo. Nos últimos dias, alguns camundongos andam rondando por aqui e tenho sofrido bastante porque não quero eliminá-los. Decisão difícil, às vezes, quando isso nos expõe a doenças, de alguma maneira ou, no caso de bichos peçonhentos e perigosos, a risco de morte. De qualquer maneira, opto sempre pela vida. Brigo pela dignidade e pelo direito à  existência.

Nascemos humanos, mas nem todos agem igual e com a consciência de serem responsáveis pelos seres mais vulneráveis. Temos, sim, compromisso com os reinos animal, vegetal e mineral que existem no planeta. Para isso fomos dotados de discernimento e de raciocínio, embora nem todos façam pleno uso de suas faculdades mentais. Pelo contrário!

Muito se avançou nessa questão de proteção aos animais e espero que muito mais possa ser feito, ainda. Sei que alguns também lembrarão do movimento vegano e vegetariano que se articula contra o consumo de carne e de produtos de origem animal, mas isso é outra discussão, não menos importante. Confesso que tenho evitado comer carne um ou dois dias por semana, mas isso é um processo mais complicado, embora não menos doloroso para mim.

Enquanto não atinjo esse grau de evolução, sei que posso fazer cada vez mais pelos animais de estimação e outros seres que precisam dos nossos cuidados, até o fim da vida. Pela lógica, eles morrerão antes e, por isso mesmo, nós vivemos mais, justamente para protegê-los.

As entidades de proteção aos animais têm trabalhado incansavelmente pelo bem estar desses seres amados. Muitos são adotados, outros, como os mais velhinhos e sequelados pelos maus-tratos ou doenças, ficarão para sempre no abrigo e morrerão sob o olhar protetor dos cuidadores. Como muitos humanos, você pode retruca e ainda assim eu concordarei, não sem antes reconhecer o direito à vida de todos os seres. E, neste momento, diante dos horrores do mundo, eu fico com a pureza e o amor incondicional dos animais de estimação que nos ensinam todos os dias lições de humanidade.

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