Tom Hanks: O boa praça que conquistou o mundo

Hoje é o dia de um dos atores mais poderosos de Hollywood. Estou falando nada mais, nada menos, do que de Thomas Jeffrey Hanks, ou Tom Hanks, como o mundo o conhece. Nascido em 09 de julho de 1956, em Concord, Califórnia, filho de mãe enfermeira e pai cozinheiro, atualmente Hanks é ator, produtor, dublador, roteirista e diretor. Ele, que tem autonomia para escolher em qual filme quer trabalhar e, às vezes, até produz seus trabalhos, precisará de um bolo bem grandão, afinal são 64 velinhas para soprar. Haja Sopro!!

Quando tu vê o nome de Tom Hanks em um filme, já sabe que será uma boa bilheteria, até porque seus rendimentos ultrapassam dos 20 milhões por produção. Hanks não possui perfil de galã e, desde que começou sua carreira, interpreta pessoas comuns, com angústias e fraquezas. Ele geralmente vive o mocinho, não os super-heróis, mas aquele personagem capaz de prender o público por parecer comum, como uma pessoa que tu vai encontrar no mercado.


Na Universidade da Califórnia, Hanks conheceu Vincent Dowling – diretor-presidente do Grande Festival Shakespeareano dos Lagos –, que o convidou para começar em sua companhia. É claro que ele não pensou duas vezes e, aceitando o convite, já começou um papel na peça A Megera Domada, em 1977. Esse foi o start para uma carreira artística bem sucedida, com vários prêmios no teatro e, consequentemente, sua primeira atuação nas telinhas, na série Bosom Buddies (1980 – 1982) da ABC, onde interpretou um executivo de uma agência que se vestia de mulher para pagar mais barato num hotel só para moças. Também em 1980 estrelou o filme Trilha de Corpos, um filme de terror, de baixo orçamento, pelo qual recebeu apenas 800 dólares – o que, convenhamos, é bem diferente do que recebe hoje, né!

Bosom Buddies foi um desafio para Hanks, pois era uma comédia e ele estava habituado com peças teatrais de Shakespeare. A série durou apenas duas temporadas, mas foi tempo suficiente para notarem todo o seu talento.

Sua popularidade cresceu em 1984 com Splash – Uma Sereia em Minha Vida, filme em que ele era um empresário apaixonado por uma sereia, interpretada por Daryl Hannah. Ele recebeu 70 mil dólares por esse trabalho, mas como Splash foi um dos maiores sucessos de 1984, acabou ganhando inúmeros papeis nos anos seguintes. Em 1986 estrelou Nada em Comum, dando vida a David Basner, o qual vivia um conflito com o pai.

Tom Hanks começou a ter uma maior visibilidade em 1988, quando estrelou Quero ser Grande e recebeu sua primeira indicação ao Oscar de Melhor Ator. Infelizmente não ganhou a estatueta mais cobiçada do cinema mundial, mas esse mesmo filme lhe rendeu, em 1989, o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Comédia ou Musical.

O prestígio e o reconhecimento começaram em 1993, quando estreou Filadélfia, onde Hanks interpretou Andrew Beckett, um advogado homossexual que, após a descoberta em ser portador de HIV (assunto, de certa forma, polêmico para a época), é imediatamente demitido de seu trabalho, o que fez com que ele levasse o caso até os tribunais. Esse filme lhe rendeu grande visibilidade e, como consequência, ganhou seu primeiro Oscar de Melhor Ator, em 1994.

Em 1995 ele recebeu seu segundo Oscar de Melhor Ator, em Forrest Gump – O Contador de Histórias, onde viveu um jovem com problemas mentais que se via envolvido em quase todos os principais eventos das décadas de 60 e 70. Ali começavam os filmes de grande aclamações da crítica em sua carreira.

Outros filmes que lhe renderam indicações ao Oscar de Melhor Ator foram: O aclamado sucesso de crítica e bilheteria O Resgate do Soldado Ryan (1998), onde interpretou o capitão John H. Miller; e Náufrago (2001), onde foi produtor e ator, dando vida ao funcionário executivo da FedEx, Chuck Noland. Hanks também concorreu ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por Um Lindo Dia na Vizinhança (2019), onde deu vida a Fred Rogers.

Em À Espera de Um Milagre (1999), o ator não foi indicado ao Oscar e nem o filme foi tão aclamado pela crítica norte-americana (mesmo tendo recebido quatro indicações da academia), porém, aqui no Brasil, a produção tornou-se um fenômeno, evidenciando ainda mais Tom Hanks, que estrelou o drama dando vida ao chefe de guarda da penitenciária de Cold Mountain, Paul Edgecomb.

Outra grande vitrine para o ator surgiu com as recriações para as telinhas dos livros de Dan Brown. Baseados nas obras do escritor, Hanks deu vida ao Dr. Robert Langdon nos filmes O Código da Vince (2006), Anjos e Demônios (2009) e Inferno (2016).

O boa pinta sofreu com o Covid-19

Hanks tem quatro filhos. Dois deles são de seu primeiro casamento, com Samantha Lewes, e outros dois com a atriz Rita Wilson, com quem é casado desde 1988. Samantha era a atriz principal da companhia de teatro em que ele fez parte, lugar onde se conheceram. Eles se casaram em 1978 e se separaram em 1987, quando Hanks começou a ganhar fama. Quanto à Rita, ele a conheceu em um episódio de Bosom e Buddies e passado o tempo acabaram se encontrando nas gravações de Os Voluntários da Fuzarca.

Trazendo uma memória recente, foi com ela que, no início de março deste ano, Tom teve como positivo o diagnóstico para Covid-19, durante gravações, na Austrália. Eles foram algumas das primeiras personalidades mundiais a contrair o novo Coronavírus. “Rita passou por um momento mais difícil do que eu. Ela teve uma febre muito maior. Ela havia perdido o paladar e o olfato. Já eu, de tão enjoado que estava, tive que engatinhar no chão, da cama até as outras partes do quarto”, conta. Passado o susto ele pode voltar a se dedicar as cercas de suas 80 máquinas de escrever, as quais fazem parte de sua coleção

Tom Hanks também é interessado por política, fazendo, inclusive, várias doações para o partido Democrata, nos Estados Unidos. Conhecido dentro do meio artístico com uma boa pessoa, feliz e empolgado, ele apoia o casamento entre pessoas do mesmo sexo e defende a necessidade de investir em combustíveis alternativos e carros elétricos.


Legal poder conhecer um pouquinho mais sobre esse monstro do cinema mundial, não é? Então, fiquem ligados que tem histórias de muita gente bacana pra gente dividir com vocês aqui no canal!

Um comentário

  1. Não bastasse o texto falar sobre um ator sensacional, a fluidez do texto quase transforma a coluna sobre Tow Hawks numa agradável conversa. A colunista, estudante de psicologia, poderia fazer jornalismo!

    Curtido por 1 pessoa

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