“Quando Pedro me fala de Paulo, sei mais de Pedro do que de Paulo”

Cada um revela um pouco de si mesmo a partir do que identifica no outro. Projetamos nos outros aquilo que está em nós mesmos. Cada um de nós tem uma visão única de mundo, formada ao longo da vida em função da nossa educação e experiências, as quais influenciam o modo de percebermos as pessoas. 

Em poucos segundos a gente forma uma opinião sobre alguém. A maneira como julgamos ou o que falamos a respeito estão intimamente relacionados com o nosso jeito de ser. Se sou otimista, vou destacar aspectos mais positivos daquela pessoa, mas se sou pessimista, destacarei somente adjetivos negativos. As circunstâncias que estamos vivendo também condicionam o nosso pensamento.

O que incomoda? Muitas vezes aquilo que tanto incomoda no outro pode ter relação com uma característica que a gente também possua, mas não aprova e nem sempre enxerga. Se aquilo não tivesse nada a ver com as nossas dificuldades, não incomodaria ou nem perceberíamos.

A forma como encaramos a atitude e o comportamento dos outros tem ligação com o que pensamos acerca de nós mesmos. Quando o outro está me afetando de maneira bastante significativa, pode ser que ele esteja interferindo na ideia central que tenho de mim mesmo.

Uma pessoa também é capaz de nos perturbar quando nos provoca de algum jeito. As vezes, o outro me incomoda porque é melhor do que eu, por exemplo. E eu não quero melhorar, estou acomodado. Apesar do outro servir com frequência de espelho, refletindo quem somos e o que pensamos do mundo, nem tudo que vemos é a nossa própria imagem. Aspectos que repudiamos também aparecem e causam revolta.

O outro também pode me incomodar porque vai contra uma série de valores que prezo. Devemos estar atentos ao que falamos e pensamos dos outros. Cabe sempre a reflexão do porque aquela pessoa nos incomoda, em que ela nos atrai ou repele, o que admiramos nela ou invejamos. A visão que temos de alguém é sempre limitada. Por essa razão, nenhum julgamento pode ser definitivo. Tenho compromisso com o que estou vendo, mas também com a limitação do que estou vendo.

A impressão que se tem, ainda mais em tempos de redes sociais, com a proliferação de discursos de ódio, é que as pessoas falam mais mal do que bem dos outros. Quanto mais frágeis nos sentimos, mais precisamos nos defender e falar mal dos outros é uma forma de defesa. Essa atitude às vezes funciona como estratégia para lidar com as próprias dificuldades. Falar mal dos outros pode ser uma forma de compensar os nossos próprios complexos.

Como Coach, gosto de utilizar ferramentas de autoconhecimento. Pensa que no momento que tu realiza esta dinâmica, está pensando em ti e investindo o tempo contigo. A dinâmica da ilha é para que tu saibas reconhecer os teus principais valores.

Pegue um papel e uma caneta. Coloque 3 pessoas ou coisas que você gosta e que você levaria para uma ilha e ao lado os motivos. Abaixo, quem ou o que você não levaria e ao lado os motivos. Abaixo, coloque os antônimos (ao contrário) dos motivos de quem tu não levaria. Estes são teus 3 principais valores.

2 comentários

    • Amada Martina. Achei que tinha te respondido. Tô louca. Lidi me disse que tinha comentário, vim correndo. Tu és linda e inspiração para a gente. Juntas em nossas palavras nos ajudamos mutuamente. 😘😘😘😘

      Obrigada!

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