Como está seu amor por si mesma?

*Arquivo de Silvana Forster

Fala-se muito em se amar, se aceitar e estar bem consigo mesma, mas muitas vezes nos vemos fazendo o contrário. A sua autoestima está relacionada a como você se vê, é a confiança que você tem nas suas habilidades para ser capaz de realizar o que quiser. Para se ter alta autoestima é preciso ter amor próprio, assim como para se sentir bem e ser feliz.

Tudo no ser humano está relacionado ao amor. Quando você não se ama não consegue ter um bom relacionamento com as outras pessoas e ainda pode ter problemas emocionais e no corpo. Assim como uma doença, a falta de amor próprio tem sintomas: escudo, carência, comparação, aceitação de migalhas. Vamos falar um pouco sobre cada um deles.

O escudo acontece quando a pessoa está sempre na defensiva, acredita que tudo e todos podem ser uma ameaça. Um colega novo de trabalho é uma ameaça para seu cargo, um amigo do companheiro é uma ameaça para seu relacionamento. Como não acredita em si, fica sempre em estado de alerta, pensando que as outras pessoas estão tentando atingi-la a todo momento.

Já uma pessoa carente é aquela que tem dificuldade em dizer “não” e fala sim para tudo. Porque não ama a si mesma acredita que os outros também não a amam e pensa que precisa servir o tempo todo para então ser amada.

A comparação é mais um sintoma de falta de amor próprio. Quando nos comparamos não somos felizes, nos destruímos. Sempre vai existir alguém mais bonito, mais preparado, mais rico, mas isso não quer dizer que você é um fracasso. O grande problema não está em alguém te dizer que você não é ninguém, que outra pessoa é melhor, tem um emprego melhor. O problema está em você acreditar nisso e começar a usar o que os outros dizem como uma escala de comparação. Parece que só se pode ser feliz sendo bom em tudo e quando você não é bom em tudo, o que é impossível, se sente um fracasso. As redes sociais intensificam isso, as pessoas publicam lá uma vida que não é tão real assim, aí vem a comparação e faz com que a vida pareça ainda mais difícil e distante.

Mais um sinal de falta de amor próprio é a aceitação de migalhas. Você aceita as migalhas emocionais do outro por não se achar digno de receber mais. Permanece em um relacionamento que te faz mal porque é cômodo. Aceitar essas migalhas é não entender que é preciso se amar para conseguir ter um relacionamento saudável com o outro.

Mas, afinal, o que é amor próprio? Muitas pessoas acham que se amar é ser egoísta, pensar somente sem si e fazer alguma coisa pelo outro só quando tiver vantagem. Quando na verdade quem se ama é feliz porque ajuda os outros, sem interesse, já que entende que não precisa fazer pelo outro para ser amado. Amor próprio é cuidar dos seus sentimentos, entender porque sente raiva, tristeza, alegria, angústia e, diante disso, se acolher, sem descontar nos outros. É se valorizar, para que não precise da opinião dos outros para se sentir importante. Gostar de si mesmo como é e não como os outros acham que deveria ser.

Auto-perdão também é amor próprio. Pense que, quando você não gosta de alguém, você se afasta, mas é impossível se afastar de si mesmo. Aqui vem aquela famosa frase: “a única pessoa que sempre estará ao seu lado é você mesmo”. Lembre-se que todos temos limites, dificuldades e defeitos, precisamos aceitar isso, porque todos temos, também, forças, habilidades e coisas que fazemos bem. Aceitar o erro não quer dizer ser conivente, mas buscar o aprendizado. Se auto perdoar é olhar para aquilo que pensamos fazer errado sem se julgar, com carinho, compreender, se abraçar e pensar o que pode ser feito para mudar, para ser diferente da próxima vez, sem culpa.

Autoaceitação também é amor próprio. É se aceitar com todas as suas competências, forças, com tudo que você conquistou e tem de bom, mas também com suas falhas e defeitos. O mágico de se aceitar e entender que não é perfeito, é parar de cobrar a perfeição dos outros, quando você se aceita, começa a aceitar o outro também, como ele é e seus relacionamentos se transformam.

Aceitar a imperfeição não quer dizer que não vai mudar, não vai evoluir, mas entende que é ir um passo de cada vez, com paciência. Aí você perde aquele sentimento de autoestima baixa, para de pensar que só você tem defeitos e os outros não, para de se sentir menos. Se aceitar dá o equilíbrio para perceber suas falhas e trabalhar para melhorar, sem se sentir rebaixado e usar seus pontos fortes a seu favor.

amor-próprio-auto-estima

Finalizo hoje com uma frase de Rossandro Klingey: “aceitar-se é uma condição sem a qual não é possível perdoar a si mesmo, e sem se perdoar jamais alcançaremos uma condição primordial para vencer e ser feliz na vida, que é o auto amor, o amor próprio”.

O coaching familiar te ajuda a olhar para as imperfeições e buscar soluções, ao mesmo tempo que olha para suas forças e busca intensificá-las. Quando quiser conversar, é só chamar! Vamos juntas?

* Conteúdo produzido por Silvana Forster, mãe do Matteo e do Tomás, esposa do Samuel, publicitária como primeira formação e mãe por atuação. Coach de Família, com seus artigos e atendimentos busca levar mais clareza às necessidades de cada integrante da família, ressignificar acontecimentos, melhorar a comunicação entre pais e filhos e ajudar a gerar um ambiente de paz, amor, aconchego, carinho, diálogo e harmonia no lar de cada pessoa.
Silvana foi colunista do Drops entre abril de 2019 e julho de 2020.

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