Você já pensou o que quer ser quando crescer?

Sempre que uma pessoa do meu convívio tem uma habilidade/característica que eu admiro e que gostaria de desenvolver eu digo: quando eu crescer quero ser igual a fulana. Gostaria muito de conseguir falar mais tranquilamente, expressar as ideias de forma mais pausada. Então “quando eu crescer gostaria de falar assim como a fulana!” é uma forma descontraída e carinhosa de dizer que admira aquela pessoa e que você gostaria de trabalhar essa habilidade em você.

Também vivemos fazendo essa pergunta para as crianças, mas hoje eu pergunto pra você: o que você quer ser quando crescer? Você já parou para pensar nisso? Aí você pode me dizer que já cresceu, que já não dá mais para ser nada de diferente do que já é hoje. Ou que você já conquistou na vida tudo que queria, você já é aquele adulto que gostaria de ser quando era criança. E eu te digo que o processo de autoconhecimento e evolução é constante. A gente cresce o tempo todo, continua crescendo ao longo da vida.

A cada dia nos deparamos com situações e pessoas que nos fazem querer ser diferentes, querer ser melhores. Por mais que você já seja muito diferente do que um dia foi, por mais que já tenha conquistado muitas coisas na vida, sempre é tempo de mudar aquilo que te incomoda, de descobrir uma coisa nova para fazer ou até de aperfeiçoar ainda mais aquilo que você já faz tão bem.

E aqui entram os nossos filhos de novo, afinal de contas, são os seres com a maior capacidade que existe, nesse mundo, de despertar em nós a vontade de ser melhores a cada dia! Vamos mudar um pouco a pergunta agora: que adulto você quer que seu filho seja quando crescer? Aqui podemos listar uma infinidade de características e habilidades grandiosas, de pessoas de sucesso na vida e nos relacionamentos, não é mesmo? E eu tenho mais uma coisa pra te dizer: o adulto maravilhoso que você espera que seu filho seja, precisa ser visto por ele em você, afinal de contas você é a espécie modelo desse adulto mais próxima dele, na fase mais importante da vida dele, a fase de construção dos valores, do caráter, da moral.

O que você quer ser quando crescer - 2

Não estou aqui julgando ninguém, nem querendo apontar nada, longe disso. Por favor, só quero convidá-las a pensar um pouco. No Coaching Familiar temos uma ferramenta que se chama “Eu Ideal”, baseada nos estudos de Richard Boyatzis, nessa ferramenta trabalhamos as lacunas existentes entre “quem eu sou” e “quem eu quero ser”. “Quem eu sou” refere-se a como você se percebe, até que ponto você acredita possuir determinada característica, competência, reconhecimento, pertencimento ou valor? Já, “quem eu quero ser”, descreve as características e valores que você gostaria de possuir, e também, o modo como gostaria que os outros a vissem.

Agora quero te convidar a pegar papel e caneta e anotar aí: como você se percebe, quais características, valores e competências você tem? E também o que os outros dizem que você tem. Ah, nada de listar somente coisas ruins, todos nós temos muitas características boas e devemos reconhecê-las! Escreveu? Agora, ao lado, anote quais características, valores e competências você gostaria de ter, como você gostaria que as outras pessoas o vissem? Feito isso, analise onde existem diferenças entre quem você é e quem você gostaria de ser.

É muito importante lembrar que não há nada de errado em ter um ideal a seguir. Isso é algo que nos inspira a crescer e a buscar a melhoria. O problema é quando o modelo é tão idealizado que vira irreal e exerce o efeito contrário, ao invés de te motivar ele reduz a tua autoestima e ambição. Entenda que, perseguir um modelo impossível é uma armadilha.

Olhando para a sua lista reflita sobre o que você pode fazer para dar um passo a frente e se aproximar do seu “eu ideal”, sem cobranças e sem julgamentos, um passo de cada vez, uma habilidade de cada vez. Respeitando você mesma, o seu limite, acolhendo suas dificuldades e medos, ressaltando suas forças, habilidades e valores. E sempre lembrando de abraçar a si mesma no caminho e celebrar as suas conquistas.

Quero lembrar que estou sempre aqui, se quiser conversar e trocar uma ideia sobre as suas conclusões me chama. Forte abraço, Silvana.

 

 

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