2022 ou 2023?

Escrevo para encerrar… ou seria melhor, para começar o ano? Crônica ou poesia, crítica ou elogio, verdade ou mentira, para eles ou para elas, para todos ou todes, para mim ou para você, para nós ou para ninguém?

Bem ou mal, sorte ou azar, fome ou fartura, esquerda ou direita, palavras ou pensamentos, fantasia ou realidade, medo ou coragem, fé ou ateísmo, saúde ou negacionismo, esporte ou sedentarismo?

Assim ou assado, amar ou ser amado, ajudar ou ser ajudado, matar ou ser assassinado, apegar ou doar, adotar ou abandonar?

Capitalismo ou socialismo, autoritarismo ou democracia, conivência ou transparência, cartão ou pix, auxílio ou emprego, vitória ou derrota?

Ir ou ficar, aceitar ou calar, protestar ou avançar, produzir ou roubar, rir ou chorar, dividir ou somar, evoluir ou sucumbir?

Dia ou noite, ônibus ou avião, bicicleta ou carrão, Uber ou táxi, sozinho ou multidão?

Vegano ou carnívoro, vinho ou cerveja, arroz ou feijão, frio ou calorão, alegria ou tristeza, nadar ou ir contra a correnteza?

E assim terminamos 2022, incrédulos com tanta dualidade e gente de pétreas certezas, polaridade e frieza, sim ou não, sem pausa para análise e reflexão, sem argumentos para o talvez e, quem sabe, opinião com menos rigidez.

Escrevo para encerrar ou para começar? Pouco importa. Talvez apenas para continuar, desejando que 2023 nos permita olhar além. Nem isso, nem aquilo! Nem eu, nem tu, mas o todo, sem mais nem menos!

Um feliz e próspero 2023 aos amigos e leitores que me acompanham por aqui.

Ano que vem tem mais!

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