Com a bola cheia

Futebol não é meu esporte favorito. Não sei nem os nomes dos jogadores da seleção brasileira, com exceção de Neymar, obviamente, e agora esse guri, Richarlison, que fez os gols na nossa primeira partida da Copa no Catar.

Só assisto na íntegra os jogos do Brasil quando começa a Copa e quando tem decisão nas finais (igual novela). E confesso que até já torci contra, de raiva, em alguns momentos dramáticos de pura incompetência dos nossos canarinhos, já nem lembro em que data. Podem me esquartejar, mas ao menos eu não estava torcendo para a Argentina (embora eles merecessem).

Mas na última quinta-feira gostei de ver a equipe do Tite, com atletas muito jovens, cheios de garra e força para correr atrás da bola e marcar gol. Estava na hora!

Porque futebol sem bola na rede não tem graça. O povo sofre junto, mas quer a compensação da vitória. Pão e circo! É assim que funciona e gira o mundo dos patrocinadores milionários e dos torcedores de uma Copa do Mundo.

Mesmo assim, e apesar de não ser fã de futebol, sou entusiasta e admiro qualquer esporte que exija disciplina, foco, superação, esforço e equilíbrio emocional (o que se aplica a todos os atletas profissionais de qualquer segmento, embora alguns sejam mais valorizados do que outros, especialmente os homens).

Por isso, me chama a atenção, também, a narração feminina das partidas, o que antes era impensável, ao menos no futebol, assim como o destaque de algumas equipes de mulheres que já estão conquistando campeonatos nacionais e internacionais, marcando gols históricos e batendo um bolão.

Com isso, talvez eu passe  a ver o futebol com outros olhos, na torcida para que o país das chuteiras seja também o país da igualdade, não só no esporte, mas em todas as atividades.

Que a Copa nos devolva o direito de sairmos enrolados na bandeira do país sem rótulos políticos. Verde, amarelo, branco ou azul anil; roxo, vermelho, laranja ou amarelo; tanto faz!

Esporte não tem cor. Tem paixão, garra, alegria, tristeza, derrota e vitória, como tudo na vida. E vale até torcer contra o adversário e contra nós mesmos, em alguns momentos, mas guardar aquele grito de felicidade, ainda que disfarçada, para a hora do gol!

*Foto: Reprodução Instagram @richarlison

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