Escritor Anderson Jacob Rocha participa de encontro com leitores em Três Coroas na segunda-feira (25)

O professor doutor em Língua Portuguesa Anderson Jacob Rocha é o convidado do Clube de Leitura da Manas Livraria. Seu livro “A Linguagem da Felicidade” foi lido pelos membros do clube e, na próxima segunda-feira, 25 de julho, a partir das 19h30, ele estará no Empório Cucas e Cakes, em Três Coroas, onde participará de um bate-papo com música. O evento é gratuito e aberto ao público com interesse no assunto.

Narete Santos, proprietária da Manas Livraria, de Igrejinha, conta que, a cada mês, um livro é lido pelo grupo, com variedade de gêneros literários. Aproveitando que o escritor estaria do Rio Grande do Sul neste período, surgiu a ideia de que lessem o livro e, em seguida, realizassem um evento com a presença dele. “Vamos promover um bate-papo que vai engrandecer muito o nosso encontro de leitores. É muito interessante pensar no quanto é importante a linguagem nas interações sociais e o uso da língua portuguesa de uma forma consciente e clara. Nada melhor do que ter alguém que é especialista na área para conversar a respeito. Será um grande momento”, registra.

Para o escritor, é motivo de felicidade ter o seu livro lido pelo Clube de Leitura. “Sabe aquela sensação de sentir orgulho do teu filho? Pois é, assim me sinto quando pessoas conversam comigo sobre algo desse livro. Estou sentindo grande alegria por saber que há o Clube de Leitura Manas e que aquelas e aqueles que fazem parte dele, se propuseram a ler e conversar sobre. Fico, de verdade, emocionado com isso. A minha veia de professor, com atitudes assim, me direciona num caminho sem volta, na crença que vivemos em um mundo onde sempre há esperança em dias melhores, pessoas melhores, por existir a disposição para o diálogo e, por consequência, o aprendizado mútuo. Isso é fantástico!”.

A importância da linguagem nas relações

Anderson conta que ouve dos leitores algo como ‘eu achava que se tratava de um livro de autoajuda por causa do título. Depois de lê-lo percebi que é sobre o uso mais consciente da língua portuguesa em nossa comunicação’. Como professor e pesquisador da área da linguagem há vários anos, ele afirma que a linguagem cria, transforma e categoriza o mundo. “Nós somos o que somos pela linguagem que carregamos. Assim, nos meus grupos de pesquisa, eu sempre ficava me questionando como poderia utilizar toda aquela estrutura científica da língua, da linguagem e do discurso, de uma forma mais funcional para que todas as pessoas pudessem entender os porquês das nossas comunicações pelas escolhas linguísticas, mesmo que de forma inconsciente. Assim, surgiu o título ‘A Linguagem da Felicidade’, que teve a pretensão de ir ao encontro da filosofia de Aristóteles que nos aponta a felicidade advinda da consciência da nossa ‘alma racional’, pois quando temos mais consciência daquilo que estamos comunicando, mais êxito temos nas nossas relações cotidianas”, explica.

Um encontro muito aguardado

Mineiro da cidade de Passos, Anderson considera que viajar é como se fosse a confirmação de corpo presente, nas experiências de leituras feitas. Em 2005 conheceu Gramado e arredores e, em 2014 voltou ao RS, desta vez a Porto Alegre, para visitar um amigo conterrâneo que estava morando na capital gaúcha. Em 2021 foi convidado a trabalhar na empresa Acade e atende clientes em diversos municípios, incluindo a região. Em maio de 2021, conheceu Ana Carina, de Três Coroas, com quem tinha reuniões quinzenalmente e, a partir da aproximação que tiveram, começaram a conversar mais especificamente sobre diálogo e o melhor uso da comunicação. “Resolvemos nos conhecer melhor no início desse ano e resolvemos permanecer em uma relação muito feliz. Consequentemente, conheci as amigas, os amigos, os parentes e entre essas pessoas, a Narete, da Manas Livraria, que leu o meu livro e propôs o bate-papo com o Clube de Leitura. Está vendo como ter mais consciência da nossa comunicação ajuda nos nossos relacionamentos? Rsrs”, provoca.

Para ele, o momento de conversa com os leitores é uma oportunidade de troca, de saber o que eles pensam e entendem sobre a obra, servindo para seu aprendizado. Já com considerações sobre linguagem e o significado das palavras, ele explica. “O verbo escutar é muito mais significativo que o verbo ouvir, pois eu posso ouvir algo e não dar atenção. Por exemplo, enquanto respondo às suas perguntas, estou ouvindo carro passando para lá e para cá, o barulho de árvores balançando por causa do vendo, pássaros, mas não estou dando a minha atenção a eles, estou concentrado aqui. Isso significa que, ao conversar com os leitores, vou ter grande oportunidade de escutar, do verbo latino ‘auscultare’, que significa ouvir atentamente”, já dando a aula.

Anderson está ansioso com a expectativa de encontrar pessoas ávidas pela interação mais consciente, pela troca de experiências, pela comunhão de energias positivas e que visam a um mundo melhor. Além de falar sobre o livro, ele também vai estar acompanhado de um violão para cantar. De modo coloquial, usa uma fala típica de Minas:  “vai ser bão demais da conta”.

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