Com união de povos e culturas, Ano Novo Tibetano é celebrado em grande estilo em Três Coroas

O final de semana marcou as celebrações do Losar Tashi DelekAno Novo Tibetano em Três Coroas. Um evento pontuado por muita cor, música e energia positiva, com mensagens de amor, paz, sabedoria e esperança para os dias que vem chegando. Ainda que tenham sido necessárias alterações no cronograma do evento e encerramento das atividades mais cedo devido ao temporal no domingo a tarde, a organização comemorou o primeiro Festival de Ano Novo Tibetano.

A abertura do evento, realizada na manhã do sábado, 05, na Praça Affonso Saul, indicou o que viria para o final de semana: união de povos e culturas. E assim foi durante todo o final de semana, unindo as pessoas em torno da programação, do bem e de momentos de integração.

Na abertura, o tibetano Ogyen Shak e o gaúcho tradicionalista Adão Bueno representaram a união das culturas gaúcha e tibetana, com versos e discursos acalorados. Ogyen, natural da região de Kham no Tibet, e sua esposa a gaúcha, natural de Novo Hamburgo, Adriana Shak, falaram do desafio de fazer o evento, um sonho que antigo do casal, e da alegria conseguir realizá-lo. O momento contou com a presença de diversas autoridades regionais, além da participação do representante de Sua Santidade Dalai Lama e diretor executivo da Tibet House Brasil, Jigme Tsering, que leu uma carta do presidente do Tibet, enviada ao evento. O secretario de turismo do Estado Ronaldo Santini, que estava pilchado tradicionalista, colocou seu lenço branco em Ogyen, simbolizando a paz. Houve ainda apresentação dos Leões da Neve em meio a plateia ao som de música gaúcha. No encerramento, as autoridades presentes acenderam a grande lamparina, que para os tibetanos, tem o potencial de inspirar e despertar a nossa lucidez interna. A Grande Lamparina ficou acesa durante todo o evento para que cada pessoa possa acender.

O domingo iniciou com o   Losar Bike, o pedal da alegria, que partiu da Praça até o Parque das Laranjeiras onde foi erguida a tradicional pirâmide de bandeiras de oração do vento. Os tibetanos acreditam que o vento sopra as preces e símbolos escritos e desenhados nas bandeiras os carrega por toda a parte, tocando as plantas, os águas, os animais, as pessoas e permeando todo entorno com as intenções positivas de saúde, prosperidade e bem-estar para quem as oferece e para os demais seres vivos.

Um dos destaques da programação foi a Oficina Gastronômica com o Chef Ogyen Shak que ensinou o preparo do tradicional Desi, o arroz doce tibetano degustado no Losar e o Painel sobre Cultura Tibetana contou com a participação de Jigme Tsering, do jornalista indiano Shobhan Saxena e do artista butanês Nawang. O evento contou ainda com gastronomia tibetana com pratos que não podem faltar nas festas e celebrações do Tibet e a Tcham, cerveja tibetana artesanal, produzida a base de arroz, água e fermento orgânico, adorada pelos tibetanos e é indispensável no Losar.

“O Festival está lindo e com uma energia deliciosa, como tem que ser! Nesta primeira edição apresentamos um pouquinho do que idealizamos para o evento. No próximo ano ele será maior”, afirmou Adriana Shak.

O Losar – ano novo tibetano contou com um público estimado em 6 mil pessoas e é uma realização da Shak Produções, com apoio da Prefeitura Municipal de Três Coroas e Espaço Tibet.

*Fotos: Guerreiro/Estrategiacom e Lidiani Lehnen/Drops do Cotidiano

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