Saímos de cima do muro!

Muro de Berlim, muro do vizinho, muro da proteção ou da separação? Ficar “Em cima do muro” para não perder a amizade ou não dar briga nos encontros de família.

A frase “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” dita pela raposa para o Pequeno Príncipe (no livro de mesmo nome) é uma das passagens mais citadas da obra.

Cativar significa criar laços, passar a ter necessidade do outro.

“Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo…”

O Pequeno Príncipe menciona então uma rosa que o havia cativado. Com o tempo, é ele que cativa a raposa.

Na hora de ir embora, a raposa dá alguns ensinamentos para o jovem por quem já havia se afeiçoado. Entre eles diz que “O essencial é invisível aos olhos“.

Como sabia que o Pequeno Príncipe nutria profundo afeto pela rosa, a raposa faz questão de lembrá-lo que “Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.”

E logo a seguir cita a pérola:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa…”

Somos responsáveis por aquilo em que acreditamos.

E tudo bem se eu acreditar começando sozinha.

Precisou começar por alguém, por mim!

E para suprir as minhas faltas, muitas vezes repito alguns padrões, atraindo outras pessoas perdidas comigo.

E para onde estamos indo? Não sabemos e nunca falamos sobre isso.

O que queremos? Não sabemos e temos dificuldade de merecimento pela culpa que carregamos.

Por que tu entrou nesta fila? Não sei! Só vim porque vi mais pessoas nela e algumas eu conhecia.

Por que a gente faz o que faz? Aprendendo que devemos respeitar os mais velhos, o que é bem verdade. E para alguns de nós, que precisamos ficar quietos mesmo quando discordamos.

Crescer calado por quanto tempo? Mesmo que se cale, foi pensado, foi sentido, foi extraído como energia.

E nada como o tempo e os ouvidos certos e prontos para nos ouvir e transformar nas perguntas poderosas que podem ressignificar estes padrões, estes muros em liberdade.

E como já dizia Raul Seixas: “Talvez o certo para você é o errado para mim. Claro, cada um é cada um, ninguém é igual a ninguém. Não vai ser por isso que vamos nos desentender. Duas pessoas discutirem e não chegarem a uma conclusão igual, é a melhor prova de que cada ser humano tem o seu valor e identidade própria.”

Seja você mesmo por você e para você sem muros entre ninguém!

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