Nossos pais, nós, os filhos e as conversas

Desempregado, trabalhando na empresa ou home office? Independente da profissão, está cada um no seu mundo, neste que não desliga ou para nem nos finais de semana.

Somos filhos de pais que saíam de casa para tirar pedidos, desempenhar processos rotineiros e fazer sempre o mesmo trajeto para o trabalho, todos os dias, por anos ou décadas.

Sinônimo de orgulho ter uma única assinatura na sua carteira de trabalho.

Palavras como resiliência e aptidão não fazia parte daquele vocabulário.

Mudanças? Jamais, nossos pais cresceram com medo de decepcionar os nossos avós.

Quando criança, eu achava lindo ser bancária, via a mãe da minha amiga tão arrumada e estava presente em casa antes da noite. Lembro de ter ouvido que ela ganhava bem.

Somos a geração que não abandonou os estudos, que mais entrou para a faculdade e que demos conta de conciliar a vida acadêmica com outras coisas.

Hoje grande parte já constituiu família e mesmo odiando as frases que a gente também escutava como: “na minha época!”, acabamos repetindo para os nossos filhos e acrescentando esta: “essa geração não presta!”

Talvez a gente teve que dar conta de tanta coisa, que seja um desafio equilibrar que os nossos filhos possam estudar mais e esperar para começar a trabalhar.

A busca pelo equilíbrio perfeito entre o que fomos com o que nos tornamos e quem somos para que os  nossos filhos sejam.

Não víamos nossos pais trabalhando em casa, exceto algumas mães que podiam ser do lar. E a gente ficar em casa para estudar? Capaz, só se estivesse doente.

Quem está certo e quem está errado?

Talvez, a luz no fim do túnel seja mais do que nunca se abrir, poder conversar, saber escutar e poder falar.

Para que os outros nos ouçam e para que a gente mesmo se escute enquanto falamos, nos percebendo.

E é nestas conversas, que a gente entende que passamos por situações parecidas, que todos tivemos sonhos, de como fizemos para chegar aonde chegamos, que não estamos sozinhos, que podemos não dar conta, mudar de ideia, fazer diferente e fazer sobrar mais tempo para conversar ainda mais.

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