INPI concede as duas primeiras patentes da Feevale por produtos criados em projetos da universidade

Nos meses de abril e maio, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) deferiu as duas primeiras patentes da Universidade Feevale. Os dois projetos foram desenvolvidos no âmbito dos programas de pós-graduação em Tecnologia de Materiais e Processos Industriais e em Diversidade Cultural e Inclusão Social da Instituição. As tecnologias projetadas propõem inovações para diminuir os impactos ambientais no setor da construção civil e para proporcionar mais conforto e segurança aos cadeirantes usuários do sistema de transporte coletivo.

Para Daiana de Leonço Monzon, diretora de Inovação da Feevale, as patentes deferidas são muito importantes para a sociedade, cada uma em seu segmento – sustentabilidade e acessibilidade. “Somos uma instituição inovadora, empreendedora, que abraça a comunidade e que tenta resolver os gargalos, não apenas das empresas, mas também das pessoas, da sociedade que nos cerca. Então, acreditamos muito que essas patentes concedidas vão chegar às empresas, a fim de melhorar seus processos e trazer produtos novos para o mercado”, completa.

As invenções

Processo de produção de agregado leve reciclado de resíduo de couro wet-blue incorporado em polipropileno, de autoria de Patrice Monteiro de Aquim, Vanessa Scheffler Silveira, Alexandre Silva de Vargas e Luiz Carlos Robinson. Data publicação da patente: 6 de abril de 2021.

Conforme a professora do PPG em Tecnologia de Materiais e Processos Industriais, Patrice Monteiro de Aquim, o projeto começou com pesquisas sobre alternativas sustentáveis do uso do farelo de couro wet-blue – muito utilizado na indústria calçadista –, classificado como resíduo perigoso devido à presença de cromo III. O objetivo era que o rejeito fosse utilização na construção civil a fim diminuir os impactos ambientais causados pela deposição e armazenamento dos seus resíduos em aterros industriais perigosos ou pelo seu descarte em locais inadequados, a partir de seu reaproveitamento.

Após estudos iniciais, foi desenvolvida uma areia leve especial a partir da extrusão do farelo de couro wet-blue em uma matriz de polipropileno. O uso desta areia em argamassas à base de cimento Portland, em uma proporção, em volume, de até 75% da ALE e 25% de areia natural de rio, permitiu a produção de uma argamassa leve, o que demonstra uma importante inovação tecnológica sob o aspecto ambiental. “A areia leve especial poderá ser um material alternativo a materiais tradicionais utilizados na construção civil, como EPS e vermiculita, para citar dois exemplos, quando utilizada em argamassas à base de cimento Portland para a produção de componentes não estruturais para a construção civil, como, por exemplo, blocos para alvenaria de vedação, divisórias leves e forros”, explicam os inventores.

Disposição ergonômica para acomodação de cadeirantes em transportes coletivos, de autoria de Juan Felipe Almada e Jacinta Renner. Data publicação da patente: 18 de maio de 2021.

Conforme um dos inventores, Juan Felipe Almada, a inovação, que foi criada em um TCC do curso de Design e aprofundada no Mestrado do PPG em Diversidade Cultural e Inclusão Social, projeta uma nova disposição para acomodação de pessoas com necessidades especificas que fazem o uso de cadeiras de rodas em transportes coletivos, possibilitando melhores condições de acessibilidade, bem como, a utilização adequada de materiais que aperfeiçoem o acesso, o conforto e a ergonomia para estes usuários. O sistema é formado por um apoio para encosto da cervical no guarda-corpo, o qual oferece segurança (absorção de impacto) e estabilidade que gera sensação de conforto, evitando, entre outras coisas, o chicoteamento da coluna vertical que acontece nos choques dos veículos e brusca desaceleração do carro.

Também conta com regulagem de altura do encosto, que possibilita um melhor ajuste dependendo do percentil do usuário. No guarda-corpo, foi, ainda, redesenhada toda a estrutura que buscou o ajuste do encosto de cervical, assim como uma maneira mais rápida de ancoragem do cadeirante ao conjunto, tornando o atendimento mais rápido e seguro para o usuário.  Já o apoio de para o antebraço proporciona mais estabilidade e escora para o membro por meio de uma pega perpendicular com diâmetro ergonomicamente ajustado, envolta em um material específico (poliuretano), que não é ofertado nos modelos atuais. 
 

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