Alice Braun une fotografia e ilustração em projeto artístico cheio de cor e criatividade

Desde a infância, Alice Braun tem contato com a arte. Ela cresceu vendo suas avós e tias fazendo pinturas em quadros, pratos, móveis e panos. Aos seis anos, começou a fazer aulas de pintura e nessa época aprendeu a desenhar e a pintar, mantendo esse interesse durante toda a vida escolar, tanto que as aulas de arte sempre foram suas preferidas. Agora, aos 22 anos, perto de concluir a graduação em História, tem orgulho de nunca ter se afastado da arte, tanto que participa de projetos de pesquisa na área de história da arte.

Seu projeto atual, nascido em meio a pandemia, une duas de suas paixões: fotografia e ilustração. A primeira sempre esteve presente em sua vida, enquanto a segunda é bem mais recente. Seu pai sempre tirou muitas fotos de família e a ensinou a usar a câmera analógica. “Com nove anos eu pedia muito uma câmera só para mim e lembro até hoje de quando a ganhei no Natal. No dia seguinte, já estava fazendo fotos dos meus primos e dos cachorros. Quando tinha uns 12 anos, fiz um curso de fotografia básica com a Letícia Wolff e aprendi muito sobre luz, enquadramento e velocidade, por exemplo”, lembra. 

O gosto pela ilustração veio através das redes sociais, as quais ela considera uma ótima ferramenta de busca e fonte de inspiração. “Através do Instagram pude conhecer muitas ilustrações e ilustradores que passei a admirar e que provocaram em mim curiosidade pela arte digital e os mais diferentes estilos que nasceram dela. Então resolvi experimentar e hoje tenho uma conta no Instagram destinada as minhas ilustrações, pinturas e produções”, conta divulgando o @alice.s.gallery

A inspiração para unir as duas artes veio das redes sociais, de revistas de moda e das propagandas de marcas de luxo. Assim, decidiu fazer esse tipo de intervenção nas suas fotos e nas fotos de pessoas que conhecia. “No Instagram vi artistas, atrizes, músicos e modelos tendo suas fotografias ilustradas e então pensei em fazer isso nas minhas fotos, tornar essa produção alcançável. Foi uma forma que encontrei tanto de ressignificar como também intensificar o sentido de uma foto e o sentimento que ela carrega”, explica. 

Inspiração e intuição andando juntas

Alice conta que as suas artes tem um processo de criação onde não são quase nada pensadas. Ela busca referências da fotografia, da música e de filmes, mas confia no seu sentimento na hora de colocar em prática. “A criação, para mim, é um processo irregular, que depende da minha inspiração ou falta dela. Por isso digo que a minha relação com a arte é natural e intuitiva. Me guio entre as diversas formas de arte em que busco inspirações, sem longas justificativas e nem porquês. A arte e o fazer arte são orgânicos e me levam para um lugar muito feliz”, poetiza sobre.

Ela gosta de desafios, por isso acompanha artistas que trabalham tanto com realismo quanto com abstração, uma vez que isso a motiva a sair de sua zona de conforto. “Inclusive, tenho experimentado outros suportes e materiais. Sempre tive contato com a tinta e a tela e, ultimamente, tenho experimentado a aquarela, a colagem, o muralismo e, é claro, a ilustração. Independente do formato, meu traço e estilo sempre vão estar presentes, e o que busco, além de aprimorá-los, é criar obras fora do esperado, que causem uma surpresa boa”. 

Projetos autorais e sob encomenda

É através do Instagram que Alice compartilha seu trabalho. Ela comercializa telas, ilustrações e fotografias ilustradas, seja as já prontas ou as sob encomenda. Recentemente, a artista realizou um trabalho de fotografias ilustradas – para a Escola Luterana Redentor. Alice está montando uma lojinha onde vai comercializar produtos estampados com suas artes. Além disso, também está desenvolvendo projetos de artes para murais (pinturas em parede) que são criadas de acordo com a preferência do cliente e a especificidade do local.

O projeto vem a deixando motivada para encarar estes tempos difíceis de pandemia. “Tem sido um alívio, uma manifestação de alegria. Com tantas notícias terríveis, número de mortes crescendo e a imprevisibilidade do amanhã, fazer o que amo e ver que outras pessoas também gostam do que eu faço tem sido aconchegante. Estamos passando por um período muito difícil e relembrar as coisas boas e pequenas pode nos dar força”, conta. 

Esta reportagem integra a série “Arte Igrejinhense na Vitrine”, que tem como objetivo final a produção de um e-book. A produção cultural foi contemplada pela Lei Aldir Blanc em Igrejinha.

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