Prêmio Trajetórias Culturais vai reconhcer aqueles que transformam vidas por meio da arte

Provedores de cultura do Estado têm, desde a última quarta-feira, 17 de fevereiro, até o dia 09 de março, para se inscreverem no Prêmio Trajetórias Culturais – mestra Sirley Amaro, que tem como objetivo facilitar o acesso aos recursos da Lei Aldir Blanc (Lei n°14.017/2020) para um dos segmentos mais afetados com a pandemia do coronavírus, o setor cultural. Com valor executado em R$ 12 milhões, o prêmio beneficiará mil e quinhentas (1.500) trajetórias culturais, distribuídas nas nove (09) Regiões Funcionais dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes), no valor de R$ 8 mil para cada projeto.

O prêmio é um reconhecimento do Estado e da sociedade civil para os fazedores de cultura, que transformam vidas por meio da arte nas diferentes comunidades, e formalizado através de Chamada Pública. “De fato, é algo muito grandioso o que estamos fazendo. Vejam que pessoas que não têm o domínio da escrita podem fazer a inscrição por meio de vídeo. Isso é chegar lá na ponta, contemplando a todos”, contextualiza a secretária da Cultura, Beatriz Araujo.

Live de celebração do Prêmio Trajetórias Culturais – mestra Sirley Amaro, realizada no dia 17 de fevereiro. / Foto: Divulgação

Os inscritos poderão apresentar as suas trajetórias nos seguintes segmentos culturais: audiovisual; artesanato; artes visuais; circo; culturas populares; cultura viva; dança; diversidade linguística; livro, leitura e literatura; música; teatro; memória e patrimônio; e museus. A seleção também contemplará pontuação específica para diversidade e pessoa física, com 51% para cotas sociais – autodeclarados pretos, pardos, indígenas, quilombolas, ciganos, mulheres trans/travestis, homens trans e Pessoas com Deficiência (PCDs). Serão descontados os tributos legais obrigatórios incidentes sobre o valor a ser repassado a todas as pessoas premiadas.

Quem foi a mestra Sirley Amaro?

Pelotense, nascida em 1935, a mestra griô Sirley Amaro, que faleceu em 2020, é a homenageada do Prêmio por ter contribuído, significativamente, com os saberes tradicionais, com a cultura popular e com o programa Cultura Viva, do extinto Ministério da Cultura. Sirley disseminou e protegeu os conhecimentos ancestrais do povo negro do Rio Grande do Sul durante anos e ficou conhecida em outros estados do país por sua atuação na conservação e perpetuação do conhecimento da cultura negra. A caminhada como mestra griô iniciou em 2006, quando o Brasil começava a reconhecer os saberes populares e da tradição oral.

As inscrições podem ser feitas pelo site do projeto. Para acessar o edital, clique aqui.

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