BBB…blá, blá, blá

Não sou uma espectadora fiel e assídua de muitos programas de televisão. Nem dos canais abertos e nem dos canais pagos. Uma Netflix ainda vai, desde que seja um filme de uma 1h30min ou uma minissérie de, no máximo, sete episódios.

Dias desses, caí na cilada de assistir aos primeiros momentos desse tal Big Brother Brasil, uma experiência deprimente, preciso confessar. Não vou citar nomes, porque não sei quem são os selecionados, além do Fiuk (só porque é filho do Fábio Junior), mas me atrevo a comentar as atitudes de algumas pessoas confinadas naquela casa.

Pelo que deu para perceber, não se pode “ser” e nem dizer mais nada para ninguém porque o cancelamento é certo! Embora eu nem saiba ao certo o que seja exatamente esse tal de cancelamento. Qualquer coisa que se comente já é taxada ou interpretada de racismo, feminismo, homofobia, machismo, xenofobia, arrogância, esnobismo, excesso de humildade, falta de humildade, sensibilidade além da conta, falta de sensibilidade, estupidez, analfabetismo funcional, inteligência, burrice, falta de respeito, etc, etc, etc. Ou seja… qualquer atitude é rotulada de alguma coisa, como se a vida não fosse a soma de tudo isso e muito mais!

Enfim, até os pensamentos são monitorados 24 horas por dia, esteja ou não confinado naquela sucursal do inferno que é o tal do BBB, apenas uma amostra desse macrocosmo em que estamos inseridos cotidianamente que inclui, obviamente, a “Big Mother” de toda essa polêmica, que é a rede social.  

Empoderados sob a égide do “politicamente correto”, alguns “brothers” surtam diante de qualquer palavra ou atitude que lhes soe como “ameaça” de raça, cor, credo, gênero e sei lá mais o quê, ainda que possa não existir de fato “ameaça” alguma, se você dedicar um olhar mais atento ao que está ocorrendo, mas deixo essa análise mais profunda aos psiquiatras e psicólogos, especialistas em estudar o comportamento humano.

O que assisti em apenas dois dias nesse tal de BBB já foi o suficiente para eu cancelar o programa. Obviamente, a minha opinião não afeta em nada e nem tem relevância para os patrocinadores e o público em geral. Fiquem tranquilos que o paredão vai continuar sendo o maior Ibope da emissora. É só um desabafo de quem, certamente, será cancelada, também, por alguém que me rotulará de esquerdista, alienada, racista, feminista, machista, xenófoba, homofóbica, etc, etc, etc.

E sem mais blá, blá, blá, me despeço desse BBB, respeitando os brothers favoráveis ou não, até a próxima crônica, se essa já não for cancelada também.

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