Somos diferentes já no meio em que nascemos

A parte mais desafiadora para mim foi estabelecer o meu posicionamento para conseguir colocar limites, refletindo quem eu sou e vou me tornando a partir da família que vim. A minha expectativa pela validação dos meus familiares talvez seja a mais dolorida.

Não temos um mapa para que a gente se encontre nos nossos papéis e, por hora, somos julgados pela ótica deles, de como eles fizeram, como fazem e que o jeito certo para eles pode ser o jeito errado para mim. É como cuidar dos filhos, limpar a casa, estudar, trabalhar, cozinhar e dirigir. Por mais que tenha dicas, cada um tem o seu jeito, o seu toque, o seu tempero, o seu método e o seu amor.

A comparação nunca é certa ou errada, apenas o jeito de cada membro da família desempenhar. Aprendemos a viver vivendo, do jeito que acreditamos ser o melhor. Quando ficamos muito perto da nossa família de origem, não compreendemos o que precisa ser compreendido.

Por vezes, é necessário um pequeno afastamento para aliviar o tradicional condicionamento de gerações anteriores para, quem sabe, se reaproximar depois de uma forma mais leve e compreendida. Jamais deixaremos de valorizar a nossa família, ela é a base, mas em certos momentos é importante e libertador para acessarmos a nossa própria autenticidade. 

Lembra daquela tal expectativa citada pelos nossos familiares? Quando não somos valorizados há um desestímulo, uma baixa autoestima e temos dificuldade de tomar decisões por conta própria, porque aquele primeiro espelho de quem nos cuidou tende a refletir e a gente acredita que precisará eternamente da validação deles.

Valorizar as pessoas que são importantes para nós, como os membros da nossa família, é garantir que ela “saia de casa” munida de uma força para desempenhar com confiança os demais papéis. Oferecendo elogios por exemplo, em atos de força e coragem e que só pode ser dedicado por quem está bem consigo mesmo. Elogiar e ser elogiado garante nos fortalecermos, fortalecermos as nossas relações, desperta a sensação de pertencimento, de reconhecimento por ser quem ela é, além do bem estar.

Somos diferentes!

Dependo da validação de alguém? De quem? Vamos valorizar começando por nós?

Muri

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