Felicidade & Carreira

A busca pela felicidade é uma constante ao ser humano. Alguns buscam de maneira mais incisiva e outros nem tanto. Há quem acredite que seja possível trabalhar em algo que lhe faça feliz, outros já estão satisfeitos se forem felizes nas horas vagas.

E se você pudesse escolher, trabalharia em algo que lhe faça mais feliz?

Um dado choca, demonstrando que 48% dos brasileiros não estão felizes com seu trabalho atual ou última ocupação. E esse indicador não é exclusivo do Brasil, ele também traduz um cenário em nível mundial (Right Management – consultoria de RH).  Não sei de que lado você está, se na metade da população que está feliz ou na outra metade que está infeliz com seu trabalho. Independente de qual lado, vale a reflexão.

A felicidade na vida está diretamente relacionada com a felicidade no trabalho, pois vida pessoal e profissional estão cada vez mais integradas. Isto é o que descobriram estudiosos da Psicologia Positiva (Sonja Lyubomirsky, Ken Sheldon e David Sckade – psicólogos radicados nos EUA). O trabalho que fazemos, a organização que representamos, determina muito do nosso dia a dia, das vestimentas que usamos, dos ambientes que circulamos, das relações que construímos, do nosso estilo de vida.

Um salário competitivo somente, já não é mais suficiente. É fundamental que o trabalho ofereça significado. Fazer algo com SIGNIFICADO é a nova moeda, é o que as pessoas estão procurando no trabalho, segundo Tamara Erickson (professora em Harward). A maior recompensa para muitos profissionais é fazer algo que se sinta bem fazendo e que tenha impacto social, com significado para o mundo.

Será que vale trocar um emprego por causa do salário?

“Ser o homem mais rico do cemitério não importa para mim (…)
ir para a cama de noite dizendo que fizemos algo
maravilhoso (…) isso importa para mim”. Steve Jobs

A remuneração pelo trabalho continua sendo importante, pois é primordial ter moradia, nutrição, renda per capita e saúde. Porém, a correlação entre dinheiro e felicidade é fraca. A partir de certa medida, mais dinheiro não leva a um nível superior de satisfação. Existem duas dimensões de satisfação com a vida, a objetiva e a subjetiva. Depois que as necessidades básicas são atendidas, somente o dinheiro não eleva o nível de felicidade. Segundo o economista Eduardo Giannetti, se um indivíduo perde o trabalho mas mantém o padrão de vida, ainda assim pode adoecer, porque sentir-se útil é um elemento necessário.

Alguns ingredientes são apontados como geradores de felicidade no trabalho: a função criativa, convivência com gente bacana, ter um chefe inspirador. Um profissional pode abrir mão de ter um salário melhor quando encontra esses elementos (Alexandre Teixeira, autor do livro “Felicidade S.A.”). Esses ingredientes estão presentes na sua rotina? Você abriria mão de um salário melhor em troca desses ingredientes?

Quanto, afinal, precisamos gostar do que fazemos?

Você tem de gostar do que faz o bastante para que o conceito de ‘tempo livre’ pareça equivocado, sugere Paul Graham, do Vale do Silício. Isso não quer dizer que você tenha que passar todo o seu tempo trabalhando, mas que seja um tempo prazeroso na maior parte das vezes. O importante em uma carreira não é somente onde vamos chegar, mas o quanto vamos nos divertir no caminho.

Para finalizar nossa reflexão hoje, trago a fórmula da felicidade. 50% da felicidade é definida pela genética e os outros 50% por condições externas e ações voluntárias (10% condições externas = correspondem a condição financeira, estética e saúde e 40% são ações voluntárias: que determinam nosso estilo de vida e maneira de encarar a existência). É nestes 40% que está a carreira e estilo de vida diário, representando muito mais influência sobre a felicidade do que outras condições externas (Sonja Lyubomirsky, Ken Sheldon e David Sckade).

Certa vez, alguém me disse que cabe muito em uma vida e eu super concordo. Sempre é tempo de modificar nosso estilo de vida para que ele corresponda às nossas expectativas e nos proporcione maior felicidade.

Amo muito meu trabalho como orientadora de carreira e esse é mais um motivo para te ajudar a também encontrar uma carreira que lhe proporcione maior significado e felicidade. Nos vemos no próximo texto e também lá no Instagram, youtube, linkedin ou pelo e-mail lucianelinden.psi@gmail.com.

Me conta aqui se você já é feliz com suas escolhas profissionais atuais. Modificou sua carreira em busca de mais significado? Ou está com esse objetivo? Percebe uma relação entre a felicidade na carreira e na vida?

Vou adorar ver tua mensagem e conhecer um pouco mais de você 😉

Eu torço muito pelo teu sucesso! Obrigada por me acompanhar! Forte abraço, Lu Linden.

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