Paz de espírito

Quem habitualmente lê minhas colunas no Drops normalmente percebe que, com frequência, recorro a alguns clichês. Gosto de falar das amizades que nos marcam, da importância que devemos dar aos pequenos mas marcantes momentos, da incrível experiência que é ser pai e por aí vai.

Mais de uma vez nos últimos meses mencionei o quanto a pandemia da Covid-19 impactou as nossas rotinas, sem exceções, e o quanto esperamos que as coisas voltem à normalidade com a maior brevidade possível.

A pandemia me permitiu acompanhar de uma forma muito mais presente o desenvolvimento do meu filho Henrique. Pude acompanhar os primeiros passos dele, dentre tantas outras descobertas conjuntas, para mim e para ele. Outro ponto positivo que a pandemia me proporcionou foi o aumento de meu nível de leitura, além de uma produção escrita muito maior. Foi nesse período de pandemia que tomei a decisão de voltar a estudar, dessa vez num passo bem “grande” e desafiador, um mestrado acadêmico.

É fato de que tivemos que nos afastar fisicamente ou restringir visitas a muitos familiares e amigos mais chegados. Passeios, compras em família, tudo ficou mais restrito. Eventos comemorativos passaram a ser em formato virtual.

Então, temos essa dualidade. Um período de incertezas, de não sabermos uma data exata para que as coisas comecem a mudar, mas ao mesmo tempo, um período de esperança, de novos desafios, de readaptações, de oração e até mesmo de renovação.

De certa forma, sempre tive o espírito inquieto e acredito que muitos leitores se identificarão comigo. A tão sonhada “Paz de espírito”, na minha concepção, não quer dizer calmaria, mas sim estar bem consigo mesmo, com os outros, fazendo o bem ou simplesmente acreditando (e agindo) para que o amanhã seja melhor. Paz de espírito pode ser um desafio, pode ser a retomada de um projeto antigo ou o começo de um projeto novo. E, lá vem clichê, paz de espírito pode ser um fato simples, corriqueiro, mas que nos faça perceber, por exemplo, a importância que algumas pessoas tem em nossas vidas.

Por incrível que pareça, alguns hábitos que já faziam parte de minha rotina dão a impressão que foram feitos sob medida para esse período de distanciamento social. Adotei por hábito ao menos um contato semanal com pessoas que estimo, sejam familiares ou amigos muito próximos, e esse contato pode até tratar de amenidades. O importante é o contato. Antes da pandemia, esses contatos eram conciliados com as visitas, agora restritas. E é nisso que a pandemia me incomoda muito… Sempre bate uma ponta de preocupação de não estar presente na vida das pessoas próximas. Mas aí, num breve encontro, mesmo que de máscara e com aroma de álcool gel, a gente percebe que a paz de espírito está lá no fundo de nosso âmago, na nossa essência, provando (lá vem clichê) que grandes amizades, grandes momentos, se sobrepõe aos obstáculos, à distância, até mesmo ao tempo.

Eu insisto em seguir à risca um conselho recebido de minha avó materna que diz que devemos constantemente dizer a quem amamos e estimamos da importância deles em nossas vidas. Faço isso com uma dose de exagero, mas orgulhoso! Digo muito, repito bastante. Mas nas coisas boas vale pecar pelo exagero do que pela falta.

Tenho certeza de que coisas boas acontecem para quem acredita, que os dispostos se atraem, que grandes amigos nunca se separam, e todos os “clichês” positivos que existirem. De tudo, acredito que sempre aprendemos e crescemos. Enquanto houverem afetos, bons e fiéis amigos, desafios, novos ou velhos horizontes, continuarei a buscar (e curtir) a tão sonhada paz de espírito. Mesmo que, muitas vezes, essa paz signifique movimento, mudança ou descobertas!

Um comentário

  1. Olá.
    Encontramos a tranquilidade de espírito, todas as vezes que elevamos a consciência para vibrar com as coisas que nos fazem vibrar amor. Textos assim são feitos para isso. Abraços 💛

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