Estudante Sabrina da Motta Meller é a nova presidente do Rotaract Club de Taquara

Apesar de ainda ser bastante jovem, Sabrina da Motta Meller já tem uma longa trajetória com o voluntariado. Aos 15 anos ela ingressou no Interact, dedicado a jovens adolescentes mantido pelo Rotary, do qual foi membro até completar 18 anos, quando que, por regras de idade do movimento, precisou deixar o clube. Enquanto fez parte, foi Diretora de Frequência e Tesoureira do clube de Taquara e Tesoureira da Comissão Distrital (Distrito 4670). “Seria o momento então de iniciar os trabalhos pelo Rotaract, onde na época era para jovens de 18 a 30 anos (hoje as regras de idade mudaram), porém o pessoal do clube já era consideravelmente mais velho que eu e me senti despreparada para iniciar essa etapa”, relembra. Mais tarde, em 2018, ingressou no Rotaract Club de Taquara – clube dedicado aos jovens adultos. Começou ajudando em um projeto e logo se inseriu no grupo. Após esse retorno, passou sete meses fazendo um intercâmbio e, quando retornou, em 2019, assumiu a vice-presidência do clube.  Agora, aos 24 anos, a estudante de arquitetura e urbanismo e assistente de projetos na Invento Casa Criativa assume a presidência do clube taquarense para a gestão 2020/2021.

O Rotaract Club de Taquara existe desde julho de 2003 e atualmente conta 14 associados e 3 aspirantes (que estão conhecendo o grupo).

A diretoria para a gestão 2020/2021 está composta da seguinte forma:

  • Presidente: Sabrina da Motta Meller
  • Vice-presidente: Rodrigo Müller Ebling
  • 1ª secretária: Isadora Ritter Müller
  • 2º secretário: Leonardo Masiero Gil
  • Tesoureiro: Douglas Luis Andrade
  • Diretora de serviços internos: Brenda Eduarda da Silva
  • Diretora de protocolo: Natália Martins
  • Diretora de Imagem Pública: Gabriela Lopes Vargas
  • Diretora de Projetos: Gabrielle Luz Kiekow de Britto
  • Diretora de Integração da Família Rotária: Maria Carolina Silveira Reis

Abaixo, confira a entrevista com a jovem liderança:

Drops do Cotidiano: Por que você decidiu se tornar um membro do Rotaract?
Sabrina: Sempre me identifiquei com o trabalho voluntário, com o fato de poder fazer a diferença na vida de alguém. Sempre vi meus pais ajudando quem precisava e percebi que ali era a minha oportunidade de ajudar alguém também. Acho incrível poder contribuir com a sociedade de alguma forma, principalmente se for para minimizar, ao menos um pouco, os efeitos da desigualdade social do nosso país. Parece algo tão distante, mas dentro da nossa cidade essa desigualdade já é enorme, mesmo.
Além da felicidade de poder ajudar alguém, o Rotaract é um clube de companheirismo e o de Taquara é exemplo nisso. Somos um clube muito unido, nosso distrito, de forma geral, é muito unido. Um dos principais objetivos do Rotaract é nos desenvolvermos profissionalmente, através do voluntariado. Então aqui encontrei diversas formas de me desenvolver pessoalmente também.

D: Quais as principais ações realizadas pelo teu clube?
S: Nosso projeto mais conhecido e tradicional é o Pizzaract, o qual acabamos de realizar a 22ª edição. Esse projeto sempre destina o lucro a alguma entidade e por vários anos auxiliamos o Lar Padilha, por exemplo. Neste ano decidimos que o melhor seria destinar o valor arrecadado para auxiliar famílias em vulnerabilidade social. Estamos organizando a compra de cestas básicas para destinar às famílias que estão sofrendo as consequências da pandemia.
Outro projeto muito bacana é o Arte Urbana, onde revitalizamos espaços públicos que estavam degradados, trazendo vida novamente aos locais. Este projeto já foi executado na parede externa da Escola Rodolfo – que faz divisa com a Praça da Bandeira – e também no muro externo da AABB, onde funciona a AABB Comunidade.

D: Quais tuas metas à frente do Rotaract Taquara?
S: No topo das metas está o engajamento e desenvolvimento dos associados. Acredito que esse momento, mais do que nunca, é hora de olhar para dentro e entender de quais formas podemos melhorar como pessoas e como clube também. Como diz a famosa frase de Gandhi “seja a diferença que você quer ver no mundo”, então acho importantíssimo melhorarmos dentro para que isso possa refletir para fora do clube.
E como consequência da meta principal, quero finalizar a gestão tendo a certeza que fizemos nosso melhor, que chegamos em quem realmente precisava da nossa ajuda. Sabendo que nossas ações impactaram positivamente a vida da comunidade em que vivemos.

D: Quais teus principais desafios na gestão?
S: Impossível dizer que tenho um desafio maior que liderar um clube de voluntariado em meio a uma pandemia. Temos diversas comunidades precisando de ajuda na cidade e ao mesmo tempo precisamos tomar cuidado para não nos contaminar e sair contaminando outras pessoas.

D: Como você enxerga o trabalho voluntário?
S: Vou tentar explicar isso dando como exemplo uma pesquisa realizada por professores da Universidade de Harvard, nos EUA. O Study of Adult Development (em português, Estudo sobre o Desenvolvimento Adulto) durante 76 anos acompanhou a vida de diversas pessoas (iniciaram com cerca de 700) para descobrir o que de fato trazia felicidade. Existe uma palestra no TED com o atual diretor do projeto, Robert Waldinger, e foi através dessa palestra que descobri a pesquisa, onde ele fala: “O que descobrimos é que, no caso das pessoas mais satisfeitas em seus relacionamentos, mais conectadas ao outro, seu corpo e cérebro permanecem saudáveis ​​por mais tempo”. É essa conexão com as pessoas que move o trabalho voluntário, seja com quem estamos ajudando, com os companheiros de clube ou com outros clubes de qualquer parte do mundo, afinal o Rotary é internacional. É essa conexão que traz uma felicidade indescritível, que faz todo o esforço valer a pena no final. É saber que a partir daquele momento uma parte de ti ficou com alguém e uma parte daquela pessoa vai estar sempre contigo também.

D: O que significa, para você, ser presidente do Rotaract?
S: Inúmeras possibilidades. Me desenvolver pessoalmente, profissionalmente, me tornar uma pessoa melhor a cada dia e, consequentemente, auxiliar o clube a fazer mais pela cidade a cada dia. É um desafio que eu ainda nem consigo mensurar, tem exigido bastante do meu tempo planejar essa gestão, mas tenho a certeza de que cada segundo vale a pena. Se eu conseguir fazer a diferença na vida de uma pessoa liderando esse clube, pra mim já valeu a pena.

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