Questão de perspectiva

Donald Trump está namorando Anitta”, “Tiririca é o novo ministro da Educação”, “Minancora é remédio eficaz contra a Covid-19”, “Brizola está vivo e morando em Cuba”… Tá parecendo zoação, não parece? Pois é, é zoação sim, mas poderíamos chamar também de Fake News, ou “histórias inventadas”.

Por incrível que pareça, apesar das facilidades com a tecnologia para confirmar a veracidade das informações, muitas pessoas são influenciadas por notícias sem pé nem cabeça. E olha que não são poucas as propagandas e publicidades de diferentes órgãos a respeito do tema.

As primeiras Fake News que me recordo foram obras da minha mãe. Não vamos crucificá-la, por favor… Ela não fez por maldade. A primeira recordação foi de quando um vizinho estava com catapora e minha mãe me colocou na cabeça que só contraía a doença quem tinha medo. Pois então… O valentão aqui não tinha medo… e em duas semanas estava coberto de manchas vermelhas pelo corpo. Outra história é sobre Papai Noel. Se bem que essa até hoje ninguém me provou não ser totalmente verdadeira.

E da infância até os dias atuais, as Fake News evoluíram bastante. Se antigamente estavam mais semelhantes à brincadeira “Telefone sem fio”, onde cada um vai falando (e às vezes aumentando) conforme entendeu, hoje as notícias se espalham feito “nuvem de gafanhoto” por WhatsApp, Facebook e onde mais for possível. Fuxico de comadres (com todo o respeito às minhas), ah, isso é coisa do passado. E sobre as Nuvens de Gafanhotos, já tem gente dizendo que em seguida chegam as outras pragas bíblicas.

Normalmente as Fake News se originam num trio para lá de suspeito, facilmente identificáveis por frases que começam com as seguintes palavras: “Dizem”, “Ouvi falar” ou “Me contaram”. São palavras mágicas, procuram despertar tua curiosidade e aguçar uma conversa, portanto, cuidado!

O tema é sério, mas aqui retratado com um pouco de bom humor, tão necessário nesse período de distanciamento. Particularmente, eu ando procurando notícias boas, apesar de as mesmas nem sempre darem tanto ibope. Tudo é uma questão de perspectiva. Tem tantas coisas boas que ocorrem no nosso dia-a-dia e que nos fazem bem, que são notícias positivas, mesmo que não estejam em alguma mídia. Para a gente mostrar que está tudo bem, não precisamos de outdoor ou rede social, um sorriso sincero está bom demais.

Prefiro compartilhar notícias simples porém grandiosas, como a Grande Ação Social que a Amifest promoveu recentemente, se adaptando ao clima de incerteza que a pandemia nos obrigou a viver, e fazendo a diferença para muitas pessoas, contando, como sempre, com seu magnífico e diferenciado corpo de voluntários.

Prefiro receber notícias de um grande casal de amigos, desses que ocupam lugar especial em nossas vidas, que dizem que “Aurora está no ‘forninho’, crescendo, com quase 1,5 kg e 40 cm, e logo, logo estará conosco”. Tem coisa melhor que ouvir isso?

Compartilho, sim, vídeos do Henrique usando meus tênis, dançando a cada música que ouve (seja música mesmo ou propaganda) ou simplesmente envolvido com suas brincadeiras infantis e puras.

Vibro a cada notícia boa das pessoas de bem que me cercam, das conquistas, dos desafios, dos aprendizados.

“Ouvir mais e falar menos” era um ditado que meus avós sempre diziam. Talvez os tempos atuais exijam uma leve adaptação, tipo “Pesquise mais antes de sair acreditando na fada madrinha ou em tudo que lê”. Reavalie suas perspectivas, a maneira como interpreta (mesmo os fatos cotidianos), como as informações chegam até você e de onde elas vêm. Avalie com mais carinhos os acontecimentos corriqueiros, os contatos dos amigos e familiares.

Antes de encerrar, quero apenas dar um recado. Ouvi dizer que quem come o miolo do pão aprende a assoviar. Não tenho certeza, mas como até hoje não assovio direito, estou indo na padaria comprar um pacote de pão.

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