O Poderoso Chefão: a história da máfia retratada em um clássico que você precisa conhecer

Quem gosta de filme sobre crime e máfia não pode deixar de assistir a minha indicação de hoje. Estou trazendo uma trilogia mais antiga, mas que fez um sucesso gigantesco na época e ainda faz, nem que seja só pra lembrar que Al Pacino surgiu desse filme. Os filmes são ganhadores de algumas estatuetas do Oscar e, cá entre nós, merecidas!

Quando eu “estagiava” aqui no Drops, sempre trazia indicações de filmes, e hoje resolvi indicar essa trilogia que foi/é muito popular. E já aviso: virá mais conteúdos sobre trilogias e sagas!

O Poderoso Chefão (1972, 1974 e 1990)

Este romance de ficção foi lançado em 1969, em livro escrito por Mario Puzo, onde os personagens são baseados em mafiosos reais.

Don Vito Corleone (Marlon Brando) é um homem respeitado que gerencia os negócios da família com o auxílio de seu conselheiro, Tom Hagen (Robert Duvall), e isso é mostrado com muitos detalhes. Don Vito enxerga a honra da família nos seus quatro filhos e vê neles suas maiores motivações. Uma tentativa de assassinato deixa o chefão incapacitado de continuar os negócios da família e isso força os filhos Michael (Al Pacino) e Sonny (James Caan) a assumirem o controle.

O diretor dos filmes, Francis Ford Coppola, não gostava de violência, mas como em um filme de máfia sempre tem assassinatos e tiroteios, chegou a ser sugerido que contratassem um diretor específico apenas para essas cenas. Coppola ficou receoso quanto a isso e então encontrou uma maneira de lidar com essas cenas, colocando elementos sutis que distraíssem o público durante as tomadas mais fortes: como laranjas rolando durante um tiroteio e um pé saindo pra fora do para-brisa durante um estrangulamento.

O primeiro filme foi muito aclamado pelo público e crítica e rendeu três Oscar: Melhor Filme, Melhor Roteiro e Melhor Ator. Uma curiosidade: Marlon Brando se recusou a receber o prêmio, porque odiava Hollywood e o jeito como o pessoal de lá tratava os índios americanos.



Na segunda parte da história da família Corleone, Coppola e Puzo contaram duas histórias paralelas. A primeira era a continuação de O Poderoso Chefão, com um Michael mais maduro e ousado no controle da família e negócios. Ele enfrenta a perseguição de outras famílias e do governo federal, que quer trazê-lo para a justiça. E, paralelamente, o filme apresenta a infância e juventude de Vito Andolini, futuramente conhecido como Don Vito Corleone.

Como o filme se passa em dois momentos diferentes, tem como pano de fundo uma sequência de cenas da belíssima Sicília e também aborda a chegada dos imigrantes italianos aos Estados Unidos. O filme conta como Vito (interpretado por Robert De Niro) se desenvolveu e suas motivações. Ele mostra a evolução de alguns personagens secundários, como o gangster Clemenza, que foi seu sócio no início da formação do império Corleone.

Com esse filme, Coppola e Puzo conseguiram uma produção melhor que a original e, como reconhecimento, conquistaram um número ainda maior de estatuetas: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Ator Coadjuvante (Robert De Niro).

Em 1990, o autor do livro e o diretor do filme se reuniram novamente para fazer um final para O Poderoso Chefão. Originalmente o filme era para ter se chamado “A Morte de Michael Corleone”, mas o título foi recusado pelos produtores, que preferiam uma sequência da Parte II. Coppola não gostou da decisão, porque nunca imaginou os filmes como uma trilogia.

Este terceiro filme apresenta muito mais emoção ao público e traz um Michael Corleone arrependido. Depois de tantos anos no controle da família, ele quer legalizar os negócios e a si mesmo, enquanto busca a redenção e o perdão pelo sangue que tem nas mãos.

Essa produção não foi tão grandiosa quanto as duas anteriores, mas tem momentos inesquecíveis como o final ao som da ópera Cavalleria Rusticana. Nesse filme, podemos dar os pontos para Al Pacino, ator o qual nenhum dos produtores queria nos filmes, por ser desconhecido e apenas ter feito teatro antes de ingressar no elenco, mas, para muitos, carregou a obra do Poderoso Chefão nas costas.



Algumas curiosidades sobre os filmes e bastidores

  • Marlon Brando colocou queijo na boca para mudar a fala durante o teste para o papel de Don Corleone.
  • Foi gasto muuuuuito dinheiro nos testes para o papel principal, dinheiro que poderia ter sido poupado se os produtores tivessem aceitado Al Pacino logo de cara. De todo modo, ele conseguiu no final do mesmo jeito.
  • O maestro responsável pela trilha sonora dos filmes era Carmine Coppola, pai de Francis.
  • O diretor Coppola gostava de usar membros da família nos filmes. A atriz que interpreta Connie Corleone (Talia Shire) é irmã de Coppola. Sua mãe e primos também aparecem como figurantes. Segundo o cineasta, um filme sobre família deve ser feito por uma família.
  • As cenas que envolvem música ao vivo possuem realmente artistas tocando, não foi utilizado playback.
  • A cabeça de cavalo na cena de Jack Woltz (John Marley) na cama cheia de sangue é real e não cinegráfica.

Vocês já assistiram O Poderoso Chefão? Caso ainda não, minha dica é que façam isso logo! Vale lembrar que a trilogia está disponível na Netflix. Me contem o que acharam do filme e se sabiam essas histórias que compartilhei aqui com vocês.

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