Para manter o ritmo

“Corredores profissionais sabem da importância do ritmo constante”. Essa frase li no último final de semana numa coluna de Leandro Karnal, importante e requisitado palestrante brasileiro. E é com ela que inicio a minha coluna desta quinzena!

No texto que fiz referência anteriormente, Karnal comenta em determinado trecho que os atletas mais experientes sabem exatamente da importância de segurar a ansiedade e manter um determinado ritmo, para concluir a prova com tranquilidade e muitas vezes concentrar as energias para os momentos finais e decisivos. Para esportistas amadores, é comum um “afobamento” inicial nas provas ou mesmo treinos, gerando um gasto de energia antecipado e que fará falta no andamento da atividade. Poderíamos tranquilamente fazer algumas analogias sobre esse fato, nas nossas vidas pessoais e profissionais.

Como muitos atletas amadores, eu mesmo e talvez você leitor já tenha passado por situações em que, impulsionados por ansiedade, expectativas exageradas e falta de planejamento, nossa “corrida” ficou pela metade. A ansiedade, me parece, é um sentimento comum a todos os seres humanos, em que cada um tem um grau mais ou menos elevado, e também formas diferentes de lidar.

Podemos muitas vezes concentrar energias demasiadas num projeto ou decisão, sem uma análise mais profunda e mesmo um olhar mais crítico. Na administração, emprega-se com frequência uma ferramenta chamada Análise SWOT (Strengths, Weaknesses, Oportunities e Threats), que em tradução literal seriam Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças. Essa ferramenta permite uma análise tanto do ambiente interno (forças e fraquezas, sobre as quais temos ingerência) quanto do ambiente externo (oportunidades e ameaças, nem sempre sujeitas às nossas vontades, basta ver a questão do avanço do Coronavírus).

E para uma relação amorosa ou até mesmo amizades, é preciso ritmo? Certamente! Os contos de fadas e outras histórias estão cheias de “amor à primeira vista” e encontros que parecem coisas do destino… Mas nem sempre isso acontece com essa facilidade.

Escolher alguém para viver ao seu lado e compartilhar alegria e tristezas (e manias) também envolve desenvolver um ritmo, dosar emoções, controlar ansiedades, planejar, redefinir o “ritmo” ou alterar o caminho. Um atleta, em provas de grande rendimento, tem todo um treinamento, um preparo antecipado. O “caminho” da prova não é apenas o momento decisivo, ele começa bem antes. Namoro, casamento, amizades… tudo requer dedicação, resiliência, foco. Exagero? Creio que não. Uniões e relações de amizade onde prevalece o senso de compartilhamento, de troca mútua, de ganhos/acertos e derrotas/erros são como equipes e atletas. E isso que pavimenta atingir o objetivo, “completar a prova”.

No momento atual, mais do que nunca, somos desafiados durante a pandemia de Coronavírus, que mudou radicalmente e temporariamente nossa forma de pensar, de trabalhar e de conviver. Readequamos o ritmo, é verdade, mas com a esperança e esforços para que tudo se resolva da forma mais tranquila e serena possível.

Já dizia Charles Chaplin que “a persistência é o caminho do êxito”! Creio fielmente nessa máxima, porque não nos falta força, coragem e capacidade para suportar os desafios. O caminho, reconheço, por vezes parece impossível. Mas sigamos confiantes, mantendo nosso ritmo e desafiando nossas próprias probabilidades!

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