Para mudar e evoluir é preciso falar daquilo que escondemos: da vergonha e dos nossos medos

Não sei para vocês, mas para mim toda a busca pelo autoconhecimento através da terapia, do processo de coaching e da constelação familiar, foi regado a abrir meus medos e mexer no que sentia vergonha. É muito mais do que negar, fugir, ficar vermelha, suada e gaguejar!

É necessário trazer à tona, deixar aparecer, falar sobre, para que haja a mudança e a vontade de fazer diferente que buscamos na terapia e no coaching. É como se tirássemos a casca que protege o que não queremos que seja visto.

Cada um têm o seu melhor tempo para querer mexer e transformar. Para isso, vai depender da confiança que sentimos em quem vai nos ouvir e conduzir neste acolhimento e transformação.

A vergonha é um sentimento desagradável quando achamos que tem algo de errado com o que somos ou fizemos. Ela nos causa dor e é por isso que a gente esconde. Dá uma sensação de que tem alguém vindo descobrir nossos segredos. A vergonha pode vir de diferentes maneiras. Em determinadas situações ela até é positiva. O lado bom de sentir vergonha, quando ofendemos ou prejudicamos alguém, ajuda a nos arrependermos do que fizemos de errado e mudar para não agirmos mais assim.

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Porém, na maior parte das vezes, a vergonha nos atrapalha, limita a nossa vida e impede de fazermos algumas coisas que queremos. O sofrimento por não deixar que vejam, pela crítica, comparação e julgamento pelo corpo que não está de acordo com a nossa percepção ou dada para alguém que seja importante de como deveríamos estar.

A vergonha muitas vezes vem na forma de timidez. A pessoa evita expressar suas ideias e opiniões na frente de um grupo por medo de passar vergonha com uma possível rejeição. Uma das piores consequências da vergonha é que ela afasta a gente das outras pessoas. Limita a nossa habilidade de se conectar aos outros e de vivermos de forma autêntica. Viver com vergonha gera muita angústia e mal estar com a sensação de desconforto e inadequação constante.

Ao ler a palavra abaixo entre aspas, o que ela significa?

“SEM VERGONHA!”

Pensou?

E o pior é que, no dicionário, a vergonha significa coisas ruins. Será por isso que é tão difícil perdê-la? Ela é paralisante e nos coloca num estado mental de medo.

E por falar em medo..

O medo do que pode dar errado ou causar qualquer dano são as principais causas da nossa insatisfação com a vida. Todos nós escondemos algum medo e não há maior adversário do que nós mesmos. Os medos surgem das experiências passadas.

No processo de socialização, da infância até a maturidade, adquirimos os medos das pessoas mais próximas e influentes, ainda que inconscientemente. Se essas pessoas são referências para nós, os seus medos nos mostram os perigos e as situações desagradáveis que devemos evitar. É como não dar para o filho comer aquilo que também não gostamos. Fizemos também, evitando o desconforto daquilo que também temos medo.

Se arrastarmos os medos por um longo tempo, deixaremos que eles cresçam e ocupem um grande espaço na nossa vida. Para impedir que isto aconteça, é bom saber de onde vêm esses nossos medos e como podemos agir para enfrentá-los com ação e compromisso.

Se o medo assumir o controle da nossa vida, ela será controlada pela evitação e ansiedade. E o antídoto da ansiedade é o controle. Sou suspeita ao falar de ansiedade e controle.

Mas adivinha, por tratar isso em mim, descobri que o medo já superado de avião era por não ter o controle da situação: não estar pilotando. E o medo que ainda trabalho em mim é de sapos. Já entendi que este medo vem por não estarem no meu controle, podendo aparecer a qualquer momento.

A vergonha tenho enfrentado pela autenticidade que trago no slogan da Muri Coach: Seja você mesmo! Ao me expor pela minha coragem, seja nas redes sociais, seja a cada texto escrito e lido por vocês aqui.

live Muri Coach

Aproveito para convidar você a assistir uma live sobre esse tema, que farei junto da psicóloga Laura Ostrowski. Será no dia 26 de maio, às 20 horas.

Vivamos a nossa autenticidade com mais coragem, sendo nós mesmos!

Com amor, Muri

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