3 dicas de como negociar COM SUCESSO as suas dívidas

Muitas pessoas, na internet e nas redes sociais, falam sobre como sair das dívidas, havendo muitas metodologias diferentes no mercado hoje em dia.  Mas negociar dívidas é um passo gigante quando a pessoa não tem organização, tampouco planejamento financeiro e, algo que deveria ser ótimo (resolver a dívida), pode se transformar num problema ainda maior.

Antes, vamos esclarecer o que são dívidas: são todas as compras que, primeiro usufruímos do produto e depois pagamos, seja a parcela ou o todo. Portanto, há dívidas simples, como luz, água, internet, aluguel, onde caso você não pague algumas faturas, deixa de poder usufruir do produto. Há dívidas de financiamentos de carros, casa ou apartamento, e se não pagarmos as parcelas em dia, perdemos o bem. Há dívidas de lojas, como compras parceladas de roupas, eletrônicos, eletrodomésticos, os quais os produtos não costumam ser recolhidos, no caso do não pagamento, mas a certeza de que você terá o CPF negativado e perderá o crédito com esta e com outras lojas é quase que confirmada. Ainda há as dívidas com cartões de crédito e empréstimos pessoais, os quais tem os juros mais altos e são mais difíceis de serem pagos ou renegociados, já que em pouco tempo inadimplente, o valor da dívida se multiplica.

Coluna Ádina 02032020

Sabendo quais são as dívidas que se tem, você pode montar um plano para resolver aquelas que precisam ser pagas para deixar a sua vida tranquila. O problema não é ter dívidas, mas sim, ter dívidas desnecessárias para sua vida e, depois, não pagar elas em dia. Um erro comum é acreditarmos que se tivéssemos mais dinheiro, teríamos menos dívidas e não estaríamos na situação de desequilíbrio em que nos encontramos. O ciclo vicioso em que você se encontra apenas se repetirá, mesmo que você tenha mais dinheiro.

O fato é que estar com a vida financeira em inadimplência é um total descontrole e falta de autorresponsabilidade. Sim! Responsabilidade. Vejo pessoas comprando e comprando coisas que não são necessárias pra sua sobrevivência e, estes “extras”, matam os seus sonhos e projetos. E quem decide por fazer estas compras é você mesmo, portanto, você é autorresponsável.

Coluna Ádina 02032020 (2)

Agora, se você já tomou a responsabilidade pra si e deseja negociar com sucesso as suas dívidas, considere estas orientações:

1.Analise cada dívida antes de fazer a negociação. Quais papéis você assinou? Qual a taxa de juros mensais? Tem multa por atraso? Quanto é? Qual o valor que você deixou de pagar em dia? Quantas parcelas? Existem parcelas ainda não vencidas? Já é uma renegociação da negociação ou você irá negociar esta dívida pela primeira vez?

Quando você sabe os papéis que assinou, saberá o que a lei de proteção ao consumidor pode ou não ajudar, caso seja necessário. E mesmo que não tenha em casa a sua via, você pode solicitar a cópia ao seu credor. No caso de juros abusivos, que não há uma negociação justa, você pode tentar a negociação via judicial, mas não faça isso em todas as dívidas, somente naquelas de juros altíssimos, senão se torna muita perda de tempo já que o processo demora. Saber os valores e as parcelas ainda faltantes lhe ajudará a não pagar aquilo que você não deve, e isso é sério, empresas possuem sistemas e humanos que podem vir a errar e, lembre-se, o responsável em saber das suas coisas, incluindo o que já e o que não pagou, é você mesmo.

2.Analise seu orçamento antes de entrar em contato para efetuar a negociação.

Desta forma, você saberá se poderá cumprir o pagamento daquela oportunidade incrível, que pode ser um baita desconto pra resolver aquele problema que tem lhe tirado as noites de sono. Ou apenas saber qual valor de negociação você pode cumprir! Se não tiver uma opção de negociação em que você possa cumprir, agradeça a atenção e não negocie hoje!

3. Seja educado ao entrar em contato.

Acredite, isso faz a diferença! Você não imagina o que uma equipe de atendimento de cobrança e negociação de dívidas escuta de insultos e falta de educação em um dia de trabalho. Você acha que dá certo ajudar alguém a resolver os SEUS problemas se essa mesma pessoa estiver gritando ofensas ou contando mentiras ao seu ouvido? Pois é, um ou os dois lados sairá sem o que deseja. Agora imagine uma ligação onde o devedor é educado, sincero na sua história e demonstra o desejo de solucionar o SEU problema, desde que os dois lados ganhem? Esse é o cliente devedor, o cliente que após pagar a dívida, a empresa vai querer continuar mantendo contato e ainda vai querer que continue comprando. Daí em diante a decisão é sua.

Coluna Ádina 02032020 (3)

Hoje eu fico por aqui e lhe peço para sempre distinguir na sua vida o que é o essencial do que é o supérfluo.

Tenha uma ótima semana e um próspero mês de março! 😉

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s