Grupo de idosos atendidos pelo CRAS de Igrejinha lança livro de memórias

Um mergulho no tempo, com memórias que vem à tona e se transformam através da literatura. A partir da contação de histórias de lembranças e da sensibilidade para compreender e transcrevê-las, surge o livro “Vozes no tempo”. A obra traz onze histórias de vida em forma de crônicas narrativas de usuários dos grupos de convivência do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). As histórias contam acontecimentos da vida desses usuários trazendo aventuras, diversão e muita emoção nos textos.

O lançamento acontece na próxima sexta-feira, 20 de dezembro, a partir das 14h, na Biblioteca Municipal de Igrejinha. O projeto é uma iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação através do CRAS. Com início em março desse ano, contou com o envolvimento de profissionais do CRAS e de integrantes da Associação Lítero-Cultural de Igrejinha (ALICI) que desenvolveram junto ao grupo o processo de transcrição das narrativas que originou o livro. Foi através das palavras do jornalista e escritor Doralino Souza e do poeta e professor de português e literatura Valter Ribeiro que as memórias ganham forma e agora estão eternizadas na publicação. O evento será aberto ao público e os exemplares serão distribuídos gratuitamente aos presentes com direito a sessão de autógrafo dos escritores.

Vozes no tempo
Capa do Livro. Lançamento será na sexta-feira, 20, na Biblioteca Pública de Igrejinha

Memórias dos idosos ganham as páginas

O livro Vozes no Tempo oferece aos leitores relatos de memória, proferidos oralmente por quem se recorda do passado no presente e escolhem, a partir de quem são como sujeitos da história, o que querem relatar, contar e resgatar sobre si próprios e seu tempo através de uma conversa não direcionada. Com total liberdade, estes senhores e senhoras puderam expressar as vivências que foram guardadas e selecionadas em sua memória resultando assim em textos escritos em primeira pessoa.

Entre o que é real, o que é como o contador gostaria que tivesse sido e o que o narrador percebe e imagina, as histórias envolvem e emocionam. No processo de produção, muitas vezes, os contadores de histórias recorreram ao esquecimento “Não me recordo”. Ao narrador, interessa adentrar na memória e viver o que os personagens de seu relato viveram. “Se ele não consegue memorizar os detalhes exatamente como gostaria de lembrar, utiliza-se da capacidade humana de imaginar ou inventar coisas, combinando inteligência e habilidade com seus conhecimentos e meios dos quais dispõe. Por isso, buscamos manter a fidedignidade dos relatos, conservando inclusive as marcas linguísticas e expressões verbais dos narradores com a intenção de que o leitor, em especial, o do convívio do narrador, consiga identificar sua voz manifesta no texto”, explica Valter.

Tem suas memórias contadas no livro, os seguintes escritores:

  • Abrelina Padilha Grisa, 80 anos
  • Eva Evilca da Silva, 75 anos
  • Helena Ritzel, 73 anos
  • Iraci Kondorfer, 69 anos
  • Lourdes Amélia Fiorio, 75 anos
  • Maria Helena Leopoldes Dias, 64 anos
  • Maria Norma Barros, 73 anos
  • Matildes Gonçalves de Araujo, 63 anos
  • Oraida Porto dos Santos,  82 anos
  • Pedro Antonio da Silva, 78 anos
  • Selvira Pot Rauch, 72 anos
  • Tereza Laura Souza da Rosa, 72 anos
  • Yeda Muller, 72 anos

* Foto de capa: Renato Salomon

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