9 Estratégias para desenvolver o vínculo e a relação com seu filho TODOS OS DIAS

1. Doe-se aos seus filhos
Nosso amor é dado em forma de tempo, por isso é importante eliminar as coisas que te fazem perder tempo, que é muito precioso e usá-lo da melhor maneira. Use seu tempo para estabelecer confiança na relação com seu filho, para passar seus valores e ajuda-lo a criar as bases para o adulto que ele será. É muito importante marcar a vida dos pequenos com algo que lhes ensine, mesmo que simples: “minha mãe sempre soube me escutar, valorizar e me acalmar”, “meu pai me mostrou como posso ser focado e organizado”, “minha mãe me ensinou que todos temos coisas boas e podemos colaborar, quando me pedia para ajudar a arrumar a mesa do almoço”. Quando estiver com o seu filho, esteja lá 100%, porque eles sentem quando estamos focados ou não.

2. Amor demais não existe e não estraga!
O que existe é falta de limite, que pode ser dado com amor e respeito. Temos várias oportunidades no dia para nos conectar com nossos filhos: quando acordam, na conversa dentro do carro à caminho da escola, quando buscas o filho na escola, quando brinca, enquanto arruma a casa, quando os ajuda a se vestir… Como? Com um olhar carinhoso, com um carinho no rosto, com um sorriso, com uma pequena brincadeira.

3. Boas maneiras
As boas maneiras são importantíssimas para moldar o caráter e se manter boas relações, por isso devem ser ensinadas desde pequenos. Todo mundo fica feliz quando é bem tratado. Ensine para seu filho a generosidade, a atenção com o outro, o “por favor”, o “obrigado”, e por que isso é tão importante! E nas vezes em que ele pedir alguma coisa de forma mais ríspida você pode dizer “hm.. acho que você se enganou no tom, repete de novo com aquela voz doce que só você tem.” E quando você também se enganar, fale isso e use o tom adequado.

4. Escuta
A escuta ativa é ferramenta de diferentes vertentes de comunicação, disciplina positiva, comunicação não violenta, coaching… é aquela escuta onde você realmente esta interessado em ouvir, você demonstra isso escutando realmente e não só esperando sua vez de falar, fazendo perguntas curiosas para desenrolar a conversa. Escuta, para que quem fala tenha vontade de falar contigo! Não é isso que nós, pais, mais desejamos? Que nossos filhos conversem conosco, nos contem o que acontece? Vamos precisar muito ter este caminho aberto na adolescência e se começa a abri-lo na infância.
Escutar não é concordar, não é se colocar em uma posição fraca. Escutar é dar espaço ao outro que, neste caso, é o seu filho, para existir e se sentir valorizado e amado. Permita-se primeiro escutar, fazer questionamentos e depois direcionar a situação. Quando você escuta e procura entender suas as motivações, que ele se sentirá visto e importante e, assim, muito mais disponível para aceitar as suas orientações.

 

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Foto: Os Silveiras

5. Desacelere
Imagino que você também sente que corre o tempo todo, que o tempo que tens nunca é suficiente. Então desacelera! Sei que é fácil falar, mas também é possível, aos poucos. Começa devagar, com coisas fáceis, como se desconectar do telefone quando chega em casa, deixar a televisão desligada, brincar um pouco com as crianças. Enquanto eles fazem o tema de casa você pode organizar o dia de amanhã, fazendo uma lista, colorir ou ler um livro, nada de digital. Permita-se esses minutos e veras como é bom, como é possível desacelerar e ter esses minutos ao lado dos teus filhos.
Crie os seus rituais, um para manhã e um para a noite, que podem ser feitos em 5 ou 10 minutos. Pode ser uma meditação, uma leitura ou apenas acordar e começar o dia sozinha, só contigo e com uma xícara de chá.

6. Respeite e aceite as emoções
As emoções não se escolhem, simplesmente sentimos, elas acontecem, por isso devemos respeitar, acolher e procurar entender o que elas querem nos dizer. O que podemos fazer é ajudar nossos filhos a lidar com suas emoções e fazer a sua gestão. Como? Começando por nós mesmos, fazendo a nossa própria gestão emocional e depois ajuda-los. Eles têm todo o direito de ficarem zangados, decepcionados, frustrados, entusiasmados, ansiosos, felizes ou com medo. Lembre-se: as emoções são o que são, o que tem peso moral são as ações que vem das emoções.

7. Reclame menos
É muito ruim estar próximo de pessoas que estão sempre reclamando e xingando. E temos que confessar que tem horas em que exageramos! “Sim, meu amor, a tua cama está bem feita, mas este edredom poderia estar mais esticado.” Corrigir é importante, mas tem vezes em que poderíamos falar menos, sorrir mais com os olhos e ficarmos satisfeitos com algo que eles fizeram com esforço, não é mesmo?

8. Seja empática
Empatia é a capacidade que temos de nos colocar no lugar do outro e validar o que está sentindo, sem precisar e querer concertar tudo. Entenda que teu filho tem o direito de não aceitar a tua decisão e você pode dizer que sabe e vê o que ele sente e que está frustrado, mas não é porque ele acha injusto e está chateado que você vai mudar de ideia. Comunicar isso é importantíssimo para haver respeito na relação, e depois deixo ficar sozinho se ele quiser, ele tem direito e precisa de espaço, assim como você.

9. Brinque!
Brincar é uma coisa muito séria, porque é brincando que a criança aprende a se comunicar, a experimentar e a conhecer o mundo. E no que nos diz respeito, brincar pode ser considerada a linguagem mais fácil e acessível entre adultos e crianças, porque aproxima e uma das melhores maneiras e criar vínculo, que é determinante para a cooperação, porque ninguém coopera se não se sentir conectado ao outro.

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Foto: Os Silveiras

Uma pequena observação aqui: essas ações não são voltadas somente a pais e filhos, valem para avós e netos, dindos e afilhados, tias e sobrinhos… E as fotos são uma homenagem a rainha do vínculo: Dinda Evelin. Mesmo morando na França construiu o vínculo mais forte e lindo que eu já vi!

Um forte abraço virtual,
Silvana Forster

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