Mortalidade por câncer de mama no Brasil está abaixo da média mundial

A área técnica do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apresentou uma análise da situação do câncer de mama no Brasil, que mostra que a mortalidade da doença no país é baixa, em relação a outros países. O Brasil figurou, em 2018, na segunda faixa mais alta de incidência de câncer de mama entre todos os países com uma taxa de 62,9 casos por 100 mil mulheres (taxa padrão utilizada mundialmente). Os países são agrupados em cinco faixas.

Quanto à taxa de mortalidade de câncer de mama, o Brasil está situado na segunda faixa mais baixa, com uma taxa de 13 por 100 mil, ao lado de países desenvolvidos como EUA, Canadá e Austrália, e melhor de que alguns deles, como a França e o Reino Unido.

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Desafios

Um dos desafios é a redução das desigualdades entre as regiões e classes sociais. A mortalidade por câncer de mama está ligada principalmente ao acesso a diagnóstico e tratamento adequado no tempo oportuno. O objetivo é diagnosticar o câncer o mais precocemente possível, ainda nos estágios iniciais da doença, quando o tratamento é mais efetivo.

A desigualdade regional e social também se evidencia no acesso ao exame de mamografia de rastreamento, que deve ser realizado a cada dois anos por todas as mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos. O percentual de mulheres brasileiras nessa faixa que fizeram o exame em 2013, de acordo com a última Pesquisa Nacional de Saúde, foi de 60%, mas de apenas 38,7% na região Norte e 47,9% no Nordeste, bem abaixo das regiões Sul (64,5%) e Sudeste (67,9%).

A obesidade

Entre os fatores que aumentam o risco de desenvolvimento do câncer de mama, alguns podem ser evitados e outros não. O envelhecimento, histórico familiar da doença e mutações genéticas herdadas são fatores que não podem ser evitados pela mulher.

Três dos fatores de risco evitáveis estão ligados a estilo de vida: estar acima do peso, levar uma vida sedentária e tomar mais do que uma dose de bebida alcoólica por dia. Outro fator de risco evitável é o uso de hormônios após a menopausa, opção que deve ser descartada pela mulher.

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Os especialistas do INCA estão particularmente preocupados com o excesso de peso corporal e o sedentarismo, fatores de risco não só para mama, como também para vários outros tipos de câncer e doenças. Segundo a pesquisa Vigitel 2018, realizada nas capitais brasileiras e DF, 53,9% das mulheres estão com excesso de peso e 20,7% estão obesas, proporções que cresceram muito neste século. A recomendação é que todos se exercitem regularmente durante uma média de 3 a 4 horas por semana e adotem uma dieta saudável, de acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira.

 

* com informações da assessoria de imprensa do INCA

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