7 Passos para um Relacionamento Saudável

Tem um assunto que eu amo: relacionamentos. Trago aqui, 7 passos para um relacionamento saudável, baseados nos estudos de John e Julie Gottman, ambos Ph.D. Eles foram pioneiros na ciência do relacionamento, que revolucionou a nossa compreensão sobre casamento, relacionamentos e terapia de casais. Por 40 anos eles estudaram mais de 3 mil casais e um grupo específico eles acompanharam por 20 anos!
Umas das grandes conclusões destes estudos foi que os casais infelizes são infelizes a sua maneira. Já os casais felizes mantinham um padrão em seus relacionamentos, principalmente referente a resolução de conflitos. Isso quer dizer que a felicidade nos relacionamentos pode ser aprendida. É importante dizer que não existe relacionamento sem conflito, mas existe relacionamento saudável, com afeto, admiração, diálogo e respeito.

O primeiro passo para um relacionamento saudável é criar um mapa do amor do outro, quer dizer manter a consciência do mundo do seu parceiro e também dos filhos. Realmente escreva, faça uma lista das preferências, valores, objetivos, medos… E depois confira com a outra pessoa. Pais emocionalmente inteligentes constroem mapas para os seus filhos, respeitam cada fase e reiniciam suas relações para criar novos mapas e novas formas de conexão, avaliam o que mudou do gosto e da preferência dos filhos e constroem a cada ano um novo mapa do outro, atualizando assim o mapa da família. E como as pessoas mudam, os mapas precisam mudar também, ser atualizados a cada ano.

Cultivar afeto e admiração é o ponto de partida para um relacionamento gratificante. Sem isso, não há motivação para mudanças e melhorias, e muitas vezes, não há nem sequer motivação para permanecer juntos. Todos gostamos de receber um elogio ou entender que o outro aprecia o que fazemos. Tente perceber as pequenas coisas que seu parceiro e filhos fazem e realmente reconhecer. Precisa ser espontâneo, vir do fundo do coração e ser diário. Treine seu olhar para isso, é valioso!

Mais um passo importante é ir em direção ao outro, ficar atento aos “lances” do parceiro e dos filhos, e respondê-los o quanto antes. Durante as conversas e momentos de descontração costumamos fazer “lances” pela atenção do outro, indiretas de coisas que gostaríamos de fazer ou ganhar, ou até mesmo ser diretos: “faz tempo que não saímos para jantar”. Quanto mais lances são respondidos, mais afeto o casal acumula no seu “cofrinho do amor” e mais “créditos” os parceiros juntam para construir seu relacionamento positivo. Pense aí em pedidos que seu filho ou parceiros fez e que você não atendeu.Quando pretende atender?

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O quarto ponto importante é deixar-se influenciar. Isso significa partilhar o poder, dividir decisões e negociar concessões. Não quer dizer sempre aceitar tudo que o outro quer, mas estar aberto a ouvir, respeitar a opinião, mesmo que não concorde, e chegar a um consenso juntos, para que a amizade entre o casal aconteça e também para que as crianças entendam que são importantes.

Concentrar as energias em resolver os problemas que podem ser resolvidos é um passo muito importante! 69% dos nossos conflitos são eternos, porque tem a ver com os sonhos, valores e a identidade de cada um. Então, é importante concentrar-se nos outros 31% dos conflitos que são pontuais e solucionáveis! Se o casal não consegue negociar e se comprometer até mesmo para a resolução de questões menores, como administrará os conflitos perpétuos? Para solucionar os conflitos, encontre o sonho dentro daquele conflito. Porque é tão importante para você lutar por isso? O que isso significa para você? Por que é tão importante para o seu filho ou parceiro lutar por isso? O que isso realmente significa para ele? Aqui, o diálogo respeitoso e empático é fundamental!

O sexto passo para um relacionamento saudável é sair da trincheira, isso mesmo, parar de guerrear! Os conflitos perpétuos, que falamos antes, podem levar o casal e até mesmo pais e filhos a viverem em briga, já que a base desses conflitos são sonhos, que nem sempre são expressos de maneira clara, e valores de cada um. Nesses casos, ceder é percebido como o equivalente a abrir mão de sua própria identidade. Para reduzir o desgaste e sair da trincheira é necessário entender e honrar o sonho do outro, o que não é o mesmo que compartilhar. Os conflitos perpétuos nunca ou raramente são resolvidos, porém, ao honrar o sonho um do outro, o casal abre caminho para poder administrá-los de maneira a controlar e reparar os danos ao relacionamento. O segredo é identificar o conflito pontual que precisa ser solucionado e iniciar uma conversa com uma abordagem suave.

Por último e muito importante para a saúde, longevidade e qualidade da relação, é
fundamental que uma família compartilhe significado. É daí que vêm as expectativas positivas e o estímulo para a construção de um futuro a dois e com filhos. Quanto mais significados o casal e os pais compartilharem, mais profundo, enriquecedor e gratificante será o relacionamento. Para criar e compartilhar significado, é necessário trabalhar os rituais de conexão e o projeto de vida em comum do casal, dos pais com os filhos, enfim, da família.

Sua família tem algum ritual de conexão, uma tradição, algo que vocês façam sempre juntos? E você e o parceiro? Se não, crie já! Quais seus projetos de vida em família? Qual o principal sonho do casal e dos filhos? Passem tempo juntos, conversem, falem e escutem, entendam o que significa, para cada um, os seus sonhos! Depois me contem tudo aqui ou nas minhas redes.

Nesta semana vou começar uma série de postagens sobre relacionamentos lá no Instagram @silvanaforster me acompanhe.

Um forte abraço virtual e nos vemos por lá!

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