Diga-me com quem andas

Existe um ditado muito antigo que traz a seguinte afirmação: “Diga-me com quem andas, que te direi quem és”. Antes de mais nada, é preciso deixar claro que não estou me referindo aqui as análises superficiais que muitas vezes fazemos, tantas vezes carregadas de falsas afirmações ou de preconceitos. Tampouco falo das análises superficiais feitas muitas vezes pelos “mestres” das redes sociais…

Me refiro aqui as relações sólidas, construídas na base da convivência e afinidade. E claro, respeitando sempre a individualidade, mas com a certeza que vivemos experiências muito parecidas no dia-a-dia.

Confesso que me afastei e me afasto de gente mal-humorada, de pessoas pessimistas ou que tem solução e palpite para tudo, mas que não movem um dedo para ajudar alguém ou para resolver algum problema. Prefiro gente leve, de sorriso fácil, de pessoas que podem cair mas que encontram forças para se reerguerem, de pessoas que compartilham o bem e a boa vontade.

Dá gosto de estar com amigos e familiares que se preocupam com a gente, e na ausência de ter o que dizer, simplesmente estendem a mão ou nos acolhem com um abraço. Já disse em uma coluna anterior e reafirmo: o abraço é muitas vezes portador de muitos sentimentos e emoções, dispensando palavras.

Prefiro aqueles que curtem os momentos conosco simplesmente pelo prazer da companhia, não importando se estamos num hotel de cinco estrelas ou num acampamento.

Ando com amigos simples, com suas qualidades e carências, assim como eu também tenho. E assim a gente vai, complementando-se.

gende do bem

Se são companhias perfeitas? Não mesmo… Eu também não sou, porque buscaria algo utópico? A perfeição das boas relações está no equilíbrio, na escuta, no respeito e na participação, independente do momento.

Ando preferindo gente que me inclua em suas orações, me desejando boas energias e forças, independente de sua crença pessoal.

Por isso, na minha concepção, creio que posso afirmar que ando com gente do bem e que me querem bem. E isso cria um ciclo virtuoso, carregado de boas energias, de bons momentos e de experiências. E se o momento não for tão favorável, sempre existe a oportunidade de aprendizado, de crescimento. Como aprendi recentemente com um casal de amigos que, diante de uma imensa dificuldade, da qual eu próprio não saberia o que fazer ou dizer, deram um exemplo incrível de maturidade, de serenidade e entendimento próprio, crescendo com a adversidade. E que pelos gestos construídos e vindos do coração, fortaleceram ainda mais a amizade e admiração que eu tinha por eles.

Por todos esses motivos, ouso dizer que ando em boas companhias. Em matéria de amizade e companhia, sim, sou seletivo. Mas essa seletividade me faz bem, porque me aproxima de gente única, diferente, mas com uma afinidade tremenda. Boas companhias não significam quantidade, e sim qualidade. E se dependesse de mim, eu brindaria muitos amigos e gente de meu convívio com a “Certificação ISO”!

Com pessoas assim do meu lado, o caminho fica mais interessante. Se trouxerem na sua bagagem um bom vinho, um queijo ou algo para “beliscar”, melhor. Mas bom mesmo é se na bagagem vier alegria, amor, compartilhamento e vivências. Então, me diga com quem andas… Se a turma for boa, sigo junto!

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2 comentários

  1. Sim, eu não ando só, só ando em boa companhia.
    E aqueles , aos quais falta empatia e grandeza de espírito, cuja companhia o cotidiano nos obriga a proximidade, costumo deixar para trás, afim de perde-los de vista.
    Bela crônica.
    Abraço

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