Uma crônica sobre oportunidades, boas relações e gentilezas…

Fui criado muito próximo de meus bisavós e avós paternos, pessoas muito simples porém muito íntegras e de fortes princípios morais. Dos muitos ensinamentos, talvez os mais presentes na minha lembrança sejam o voluntariado e a valorização das pessoas.

Acredito que a frase mais marcante, dita pela minha avó, seja a seguinte: “Aproveite as oportunidades e demonstre para as pessoas que estima o quanto elas são importantes”.

Isso pode valer tanto para nossas relações familiares ou de amizade. E as demonstrações não precisam ser “eventos grandiosos”, porque, por mais clichê que pareça, são os pequenos gestos que fazem uma diferença tremenda em nossas vidas.

Um passeio em família, seja somente com a esposa ou esposo, ou então acompanhado dos filhos, para aquele lugar que traz boas recordações, pode ser uma forma de expressar esse sentimento de valorização. Pode ser uma “lagarteada” ao sol, aproveitando o frio do inverno e a abundância de bergamotas dessa época do ano…

Vamos a outro exemplo: eu não viajo tanto quanto gostaria, mas tenham certeza que a lista de lugares que pretendo conhecer é bem grande. Mas cada vez que um amigo, que um casal de amigos viaja e traz alguma lembrança, tenho certeza que viajei junto, pelo simples gesto de receber alguma recordação. Certamente, os momentos vividos por esses amigos foram de alegria, de contemplação, de experiências e uma lembrança carrega um pouco desses sentimentos e vivências.

Já faz algum tempo que adquiri o hábito de, ao menos uma vez por semana, visitar ou então falar com familiares ou com os amigos mais chegados. Nada a ver com obrigação ou compromisso, e sim, a atividade prazerosa de conversar, de falar sobre o que houve durante a semana, falar amenidades. São aqueles hábitos que incorporamos a nossa rotina e nos fazem bem.

Tempos atrás, num emprego anterior, tinha o hábito de chegar e cumprimentar as pessoas com um simples “bom dia”. Ato de educação, aprendido em casa. Nem todos respondiam, mas eu fazia a minha parte. Num determinado dia, envolvido com as atividades profissionais mesmo antes de chegar ao local de trabalho, passei direto por alguns colegas e fui à minha sala. Passados poucos minutos, uma colega apareceu e perguntou-me se estava tudo bem, me explicando: “Você sempre nos dá bom dia, e antes não tínhamos esse hábito, então quando você passou rápido, sem cumprimentar, pensamos que pudesse estar com algum problema…”. Percebem a importância de duas simples palavras?

bomdia

Certamente, temos pessoas que por motivos diversos, muitas vezes moram longe de nós, mas as facilidades tecnológicas facilitam o contato. É o caso de um casal de amigos que se mudou para Horizontina. Mas, fugindo a lógica do uso do WhatsApp, enviamos via correios três livros que sabíamos que despertariam boas lembranças, e em pouco tempo recebemos muitas mensagens emocionadas. E provando que gentileza gera gentileza, esse mesmo casal nos presenteou pouco tempo depois com um livro sobre paternidade/maternidade, no momento que esperávamos o Henrique…

Equilíbrio, paz, tranquilidade. É isso que temos ao desenvolvermos as boas relações, as boas amizades, os bons momentos, os bons hábitos. O filósofo Francis Bacon dizia que “um homem deve criar as oportunidades e não somente encontrá-las”. Eu arrisco a dizer que não devemos apenas “encontrar” as pessoas, mas fazer a diferença e compartilhar felicidade. E sempre que o coração desejar, expressar a importância das pessoas que para nós são imprescindíveis. Só posso concluir que minha avó estava coberta de razão…

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