Espaço pet

Cachorros e gatos, nossos pets favoritos, ganham cada vez mais espaços onde quer que a gente vá. Além de bares e restaurantes, já há locais específicos reservados para a bicharada em vários estabelecimentos mundo afora. Até no cinema abriram uma exceção para que os donos levassem seus pets na estreia de um filme de animação, em sessão especial realizada recentemente em Porto Alegre.

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Sessão especial de cinema foi realizada no último sábado, 22, no GNC do Shopping Praia de Belas. Foto: Mateus Bruxel (Agencia RBS)

 

Aproximadamente 100 cães foram ao cinema, acompanhados de seus donos, ou vice-versa (como queiram) e chamaram a atenção pelo comportamento exemplar (os cães, não os donos). Nada de novo, além do fato de deixarem os animais de estimação entrarem em um local onde só as pessoas frequentam, normalmente.

Claro, neste caso, foi uma exceção, um momento especial, mas que revelou muito das atitudes vergonhosas dos humanos. Muitos animais se comportam bem melhor no cinema (e no dia a dia) do que algumas pessoas que, sabidamente, lotam as salas de exibição para conversar, comer, olhar o celular, namorar, menos assistir aos filmes.

Conheço gente que tem nojo de bicho, que detesta chegar perto de gatos e cachorros para não grudar pelos nas roupas, que maltrata ou ignora os animais, mas que em sociedade ou nas redes sociais posa de defensor de todos eventos e brechós beneficentes que lutam por essa causa.

Tá certo que cinema não é lugar de cachorro. Tudo não passou de uma excelente estratégia de marketing. Mesmo assim, o assunto ganhou destaque justamente por incluir os animais de estimação em mais uma rotina humana, até porque eles já habitam a maioria dos lares e há quem abra mão de ter filhos para adotar animais abandonados. Nada contra crianças, mas a constatação é verdadeira e tem cada vez mais adeptos por aí.

Diante de uma sociedade extremamente individualista e distante amorosamente de seus semelhantes, os animais têm se tornado, comprovadamente, os melhores e mais fiéis companheiros do homem, sem sombra de dúvida. São eles que, incondicionalmente, nos aceitam como somos, com todos os nossos defeitos e fragilidades, e ali estão à espera de comida, obviamente, mas também do afago amigo, tão raro nesses tempos virtuais.

Criados como membros legítimos da família, os pets acompanham as viagens e programas culturais e sociais de seus donos, seja ao ar livre ou em estabelecimentos fechados. Então, nada mais justo que haja espaço para que os companheiros de quatro patas possam desfrutar desses momentos de lazer sem serem excluídos, com direito à sombra e água fresca.

 

 

Não há registro de que algum deles tenha sido expulso desses locais. Já os humanos…melhor não comentar. Por outro lado, restringe-se cada vez mais a área para pessoas fumantes, por exemplo, em qualquer lugar. Ali, onde agora concentram-se os pets, sob um pergolado ou deck no restaurante ou bar mais famoso da cidade, havia um ponto de “respiro” para uma pitada, entre um drink e outro, um bate-papo enfumaçado, que foi sendo substituído aos poucos por latidos e rosnadas.

Direitos conquistados pelos animais e por quem não fuma, sujeito à contestação dos fumantes, claro, ainda que acompanhados de seus filhos de estimação.

 

 

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