A tempestade vai passar

A tempestade vai passar, tudo vai ser diferente. Não há mal que nunca se acaba e dor que dure para sempre…” Estamos completando 3 meses da maior tragédia que o Estado do Rio Grande do Sul já viveu. A cidade de Igrejinha, uma das mais atingidas pela enchente, teve a sua rotina virada, literalmente, de cabeça para baixo. Independentemente de classe social, crença ou atividade econômica, praticamente toda a população da nossa cidade sofreu perdas, direta ou indiretamente, financeiras, estruturais ou psicológicas.

Depois do evento, quando começamos a juntar os cacos, a prioridade foi restabelecer receitas, incentivos, subsídios e tentar refazer nossas estruturas, físicas e emocionais. Passado o baque, hoje conseguimos analisar com mais calma os impactos. A principal lição, como sociedade, é que precisamos nos precaver e prevenir uma repetição desta magnitude. Como empresários, o que ficou de aprendizado é que:

1. Precisamos ter reservas financeiras de contingência;
2. Precisamos ter alternativas para vender um tipo diferente de produto, um jeito diferente de efetuar uma entrega e uma maneira nova de nos comunicar com os nossos clientes;
3. Precisamos nos ajudar!!

Esta última certamente é a mais importante. Os empresários necessitam deixar de lado a impressão negativa de uma concorrência econômica para estarem unidos em cooperação. Negociar juntos a compra de matéria-prima, pleitear juntos os incentivos à sua classe, juntar-se na retomada como pessoas em si.

A catástrofe nos faz refletir, recomeçar e nos tornou muito mais fortes. O momento é de repaginar nossa gestão financeira, inovar nas nossas ferramentas de comunicação, abrir novos canais de venda. E, se for necessário, pedir ajuda para isso. Para quem já faz, ou para quem quer fazer junto com você.

Se você lutar, a vitória vem…” Como diz a canção que, quando ouvimos, especialmente nós, igrejinhenses (e “parananhenses”), é impossível não se emocionar, mais do que nunca mostraremos porque somos a cidade do voluntariado! Que nunca percamos a esperança, pois, tenho certeza, um novo dia virá!

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