Piscadela

Basta uma piscadela do universo e lá se vão 60 anos. Seis décadas!!! E aqui estamos, firmes e fortes (alguns) para contar muitas histórias e viver outras tantas, se o próprio universo permitir.

Considerado limite para ingresso na “terceira (melhor???) idade”, 60 anos é um marco, certamente, mas não para ser taxado de velho. E disso eu, que “só” tenho 58, entendo muito bem. Não de velhice, mas disso… dessa piscadela (como diria Eduardo Galeano), que nos leva rapidinho daqui, se não estivermos atentos.

E muitos foram “abduzidos” bem antes dos 60, bem antes da pandemia, bem antes de nós. Muitos nunca chegarão a essa idade porque morrerão antes de tudo.

Meu pai não ficou velho. Morreu aos 61 anos. Mas assim, não vale, né, Deus!!

Ele nem teve tempo de sentir as dores da “terceira ou melhor idade”. Foi levado por coisa bem pior, que o devorou rapidamente, numa dessas piscadelas traiçoeiras do universo.

Mas hoje, essa minha crônica vai para o meu amado marido que completa 60 anos (ainda que, para mim, permaneça um eterno adolescente) e que, mesmo envelhecido, nunca ficará velho.

Idoso serás, certamente, meu amor, na linguagem que o rotula, mas que não o limita. Afinal ainda tens o consolo das vagas reservadas para estacionamento prioritário e outras poucas (e privilegiadas) vantagens destinadas aos sessentões, como a inteligência, a sabedoria, a resiliência e o infinito e incondicional amor por todos os seres, que acumulas neste teu imenso coração que piscará (e pulsará) eternamente entre nós!!

Feliz Aniversário, meu amor!

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