Faccat doa bolsas de estudo para jovens acolhidas na Moradia República do Lar Padilha

Aos 18 anos, Yuna Moraes e Samantha Dias, acolhidas na Moradia República do Lar Padilha – ABEFI, receberam a doação de uma bolsa parcial de estudos com uma disciplina das Faculdades Integradas de Taquara (Faccat). Elas estão cursando o segundo semestre de graduação, Yuna na área da enfermagem e Samantha, psicologia. As demais disciplinas não contempladas pela bolsa estão sendo custeadas com recursos próprios do Lar Padilha e também com o apoio do Conselho Municipal dos Direitos de Criança e do Adolescente de Taquara – COMDICA.

“Com essa ajuda do Lar e da Faccat, vou poder explorar coisas que não teria acesso sem a faculdade. Meu sonho é me formar, ter minha casa própria e estabilidade na profissão que escolhi”, revela a jovem Yuna, que atualmente trabalha como recepcionista em um centro de saúde profissional. Para Samantha, que atua hoje como vendedora em um atacado de roupas e confecções, entre os seus principais objetivos estão “atuar como psicóloga, lutar para ter meu próprio consultório, e quem sabe fazer trabalhos voluntários nesta área que amo”, destaca a jovem.

As duas bolsas parciais foram intermediadas pelo professor Delmar Backes, diretor geral da Faccat, que há muitos anos tem olhado com muito carinho para o Lar Padilha, fomentando doações e formando parcerias em ações educacionais. Somos muito gratos por toda essa solidariedade!

Projeto Moradia República

A Moradia República do Lar Padilha consiste na locação e custeio de um imóvel no Centro de Taquara, onde adolescentes em vias de desacolhimento por atingirem a maioridade, que não podem ou não têm como retornar ao convívio familiar, recebem o apoio institucional pelo período de 12 a 24 meses, possibilitando que trabalhem, estudem e possam adquirir estabilidade financeira e autonomia. O Lar ainda orienta e apoia as atividades dos jovens de acordo com a demanda de cada caso, sempre fortalecendo o protagonismo e a construção de projetos de vida. O espaço conta com capacidade de atendimento para até seis moradores.

Segundo o diretor do Lar Padilha, Fernandes Vieira dos Santos, o projeto nasceu de muitas discussões internas na instituição sobre resultados negativos verificados quando do desacolhimento de jovens que não possuíam perspectivas de apoio fora do Lar. “Percebemos a angustia dos adolescentes que não vislumbravam amparo dos familiares para conseguir seguir seus caminhos, necessitando de uma transição entre a saída do Lar e a inserção na vida autônoma. Por isso, a Moradia República existe para que esses jovens vivenciem o empoderamento e controle sobre suas próprias vidas, com o devido monitoramento e proteção durante esse período”, salienta Fernandes.

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